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O
Cristo da psicanálise
Ágatha Lemos
Coleção Análise
da Inteligência de Cristo, de Augusto Jorge Cury. (Academia de
Inteligência; 919 páginas; R$ 99,70 - coleção completa)
Já não é novidade falar em terapia ultimamente. São muitos os casos em que pessoas procuram a ajuda de um profissional da área da psicanálise para gerenciar suas emoções e, principalmente, aprenderem a ter qualidade de vida independente das circunstâncias.
A coleção "Análise da Inteligência de Cristo", do psicanalista Augusto Jorge Cury - dividida em
O Mestre dos Mestres, O Mestre da Sensibilidade, O Mestre da
Vida, O Mestre do Amor e O Mestre Inesquecível -, avalia a personalidade humana de Cristo, semelhante a qualquer indivíduo comum que vive as tensões de estar no real e buscar o ideal.
O Mestre dos Mestres fala da sabedoria de Cristo. Sabedoria utilizada para a própria vida; sabedoria que surpreendia e enobrecia quem estava ao seu lado.
O Mestre da Sensibilidade diz respeito à capacidade de Jesus em viver com qualidade emocional mesmo em um ambiente em que tudo conspirava contra Ele.
O Mestre da Vida discorre sobre os dramas de Sua vida, que são lições para todo tipo de pessoa.
O Mestre do Amor aborda a intensidade do amor de Jesus, que suplantava os terríveis momentos finais de Sua existência.
E, finalizando, O Mestre Inesquecível, que ainda será publicado, analisa a transformação ocorrida nos discípulos graças ao que Cristo representou na história particular deles.
Apesar de serem cinco livros com títulos diferentes, o enfoque, o ponto central de todos eles é a habilidade que Jesus Cristo teve sobre suas emoções, para conduzi-las, organizá-las e dominá-las, quando necessário.
Psicologia
Além de psicanalista, o autor é psiquiatra, psicoterapeuta, cientista e escritor e dirige o Instituto Academia de Inteligência, onde aplica seus estudos na investigação da personalidade da personagem que dividiu o tempo. Augusto Cury embasa sua argumentação em torno da peculiaridade e mistério dos pensamentos de Jesus.
Partindo da psicologia, Cury acredita ser Jesus a pessoa mais interessante que já passou por esta Terra. E por isso aconselha que as escolas deveriam ter além de todas as disciplinas convencionais, uma que explorasse as virtudes de Cristo. Dessa forma, os centros educacionais formariam mais que técnicos, mas seres humanos mais equilibrados, com uma inteligência que abrangesse o caráter, a sanidade emocional e a sociabilidade imparcial, capaz de manifestar-se tanto às classes mais baixas como às mais elevadas.
Por meio da biografia de Jesus, Cury expõe a maior precariedade do homem universal: estar familiarizado com o próprio mundo interior. É denunciada a indiferença do homem, principalmente atual, em conhecer-se. Homem capaz de dominar teorias e aperfeiçoar a tecnologia, mas sem capacidade de se relacionar, conhecer intimamente outros e deixar-se conhecer.
A suma desta coleção pode ser definida como a necessidade urgente em entender que a vida é um espetáculo, independente do que enfrentamos. Jesus teve todos os motivos para ser depressivo, infeliz e amargo. Mas, por mais que fosse, extremamente, experimentado e por mais que em algumas ocasiões chorasse ou se sentisse indignado com o tipo de seres humanos com quem convivia, tinha ainda uma visão que sobrepujava a dor.
Segundo o autor, Jesus tinha as respostas mais inteligentes e bem elaboradas nas situações mais adversas, que, normalmente, induziriam à ações impensadas e impulsivas. Quando se esperava um grito de Jesus, Ele transbordava serenidade; quando perseguido, sobrava-Lhe coragem; quando triste ainda sabia contemplar o belo.
A exposição da grandeza de Cristo, feita por Augusto Cury, ao mesmo tempo em critica a superficialidade humana, convida à pesquisa da trajetória de Jesus Cristo para que seja assimilado o real sentido da vida, que é a incrível possibilidade de ser e existir.

criação: lisandro staut |
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