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A queda da máscara imperialista

Isadora Schmitt


11 de setembro de 2001. Quase três anos se passaram e muitas dúvidas ainda pairam no ar. O pentágono e as torres gêmeas foram atingidos por fundamentalistas muçulmanos ou tudo não passou de uma estratégia norte-americana para enganar o mundo inteiro? Bom, afirmar uma coisa ou outra seria pura especulação. o fato é que o cientista político francês - Thierry Meyssan -, jornalista e também presidente da Rede Voltaire, apresenta em sua obra argumentos que refutam e desconsideram as versões oficiais norte-americanas sobre o dia fatídico.

Com os documentos e evidências encontradas pelo autor seria impossível um Boeing cair na sede militar norte-americana. Ele levanta teses em sua obra baseado em testemunhos sobre o assunto, fotografias do local após a explosão e pela omissão dos Estados Unidos em divulgar dados sobre o fato. Em relação às fotografias, o buraco que se formou em decorrência do impacto não condiz com a queda de um avião de tal porte. 

Apesar de muitas autoridades afirmarem ter visto a queda, não há registros de destroços da aeronave. Para Meyssan, as afirmações das autoridades estadunidenses não condizem com a verdade, pois são fantasiosas e escondem informações que seriam primordiais para o esclarecimento da catástrofe.

Outro fator que na visão do jornalista francês está fora da realidade, seria a atribuição da execução dos atentados ao grupo de Osama Bin Laden. Por meio de suas pesquisas, descobriu que o muçulmano não teria condições financeiras, muito menos estratégicas para bolar um atentado contra a potência estadunidense. Na visão de Meyssan, além de Bin Laden não ser inimigo dos norte-americanos, ele nunca rompeu relações com a nação, pois a família do muçulmano é parceira comercial da família de Bush. 

Em meio a tantas investigações, o autor cita as afirmações sem fundamento do FBI e as atrocidades que supostamente tenham sido executadas por muçulmanos, mas que curiosamente não condizem com as leis do Alcorão. O suicídio seria uma delas. Listas de passageiros que não foram divulgadas e incoerências em relação ao horário e à forma como ocorreu o ataque às torres são dúvidas que o francês deixa bem claro em seu livro.

Se tudo o que está escrito na obra de Thierry Meyssan é verdade, não é possível provar. Mas boa parte das afirmações é convincente e revela um lado que o mundo ainda não conhecia. A cobertura da mídia em relação ao fato gerou preconceito contra o mundo oriental e, por um momento, fortaleceu a imagem da nação de Bush, que no passado foi responsável por genocídios e hoje oprime boa parte dos países com a sua política repressora e hegemônica. Mesmo sendo censurado em alguns lugares, o livro que já foi publicado em cerca de 20 países mostra uma outra versão dos fatos. É a queda da máscara imperialista. 

                                        

criação: lisandro staut