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O livro aberto

Neanis Lutzer

O livro negro dos EUA, de Peter Scowen (Editora Record; 2003; 262 páginas; R$ 30,90)


O autor é Peter Scowen que, apesar de ser canadense, nascido em Montreal em 1959, tem cidadania norte-americana. Ou seja, ele tem toda a liberdade de relatar neste livro algumas verdades que ficaram escondidas nos escombros da história dos Estados Unidos.

O Livro Negro dos EUA faz uma análise crítica da manhã de 11 de setembro de 2001, quando as torres gêmeas foram ao chão. Tentando desvendar o ocorrido, tanto como suas razões, o autor retirou algumas histórias do passado. Para alguns, isso é doloroso.

Scowen escreveu o livro em 12 semanas, com visitas freqüentes a Nova York e Paris. Suas pesquisas incluíram a ajuda de diversos historiadores e também uma olhada nos Arquivos de Segurança Nacional (NSA), obrigando posteriormente o órgão a disponibilizar os documentos na internet.

O livro torna-se mais interessante porque o autor achou quase todas as respostas por meio da internet, que o levou à fonte original. Mais do que isso, sua irmã estava em uma das torres quando o atentado ocorreu. E foi isso que o inspirou a tomar a frente na batalha contra os Estados Unidos.

A história começa com um relato sobre sua irmã Amy contra a morte naquela manhã de 11 de setembro. Logo depois, descreve que o livro é uma "tentativa de municiar os leitores, com informações para enfrentar a posição oficial do governo dos Estados Unidos sobre o que aconteceu".

Scowen busca desde o fim da Segunda Guerra Mundial relembrar na mente do leitor todos os ataques e guerras que os Estados Unidos já participaram. Entre eles, analisa detalhadamente cada passo do episódio de Hiroxima e Nagasaki, os golpes da CIA no Irã, Guatemala e Chile, o treinamento de esquadrões da morte em Honduras, etc.

O livro analisa também as dúvidas sobre a eleição de George W. Bush, o sistema penal, o imperialismo cultural que tornou o mundo mais tenso e até uma análise sobre a exportação da obesidade por meio da disseminação mundial do fast-food.

Cada história contada no livro traz um auto-exame da cultura americana e o que eles fazem com a humanidade. Publicado em 2003, Scowen esperou a onda de egocentrismo patriótico dos Estados Unidos se acalmar, para então esclarecer assuntos que camuflam a verdadeira história. 

Como diz o autor, "O Livro Negro dos EUA demonstra que o governo não é inocente apenas porque cidadãos mortos o eram", e conclui que "o governo americano não está tornando o mundo melhor (...) para os cidadãos desde 11 de setembro. Ao contrário, está colocando-os mais próximos do perigo".

                                        

criação: lisandro staut