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Comportamento eleitoral

Isadora Schmitt

Formas Persuasivas de Comunicação Política, de Neusa Demartini (Editora PUC-RS; R$ 14,00).

É incontestável a competência e o alto nível da publicidade brasileira. O que não se pode dizer de nossa propaganda eleitoral, que necessita de mais conhecimento e técnica. Neste contexto, a publicitária Neusa Demartini cita em seu livro Formas Persuasivas de Comunicação Política o sarcasmo com as quais as campanhas são aguardadas, não somente pela culpa dos profissionais, mas também pelo amadorismo e ignorância dos candidatos.

Ela deixa bem claro, que o conceito de comunicar deve ser usado visando contribuir para o desenvolvimento do indivíduo como ser humano. E não apenas ficar no âmbito do "votou ou não votou".

No jogo de competição em que a democracia se insere, os candidatos se confrontam buscando cada qual se comunicar com o eleitorado. Assessores extrapolam limites da ética em busca de estratégias que proporcionem votos, fazendo com que as lutas de idéias fiquem em segundo plano. Na verdade, o
processo eleitoral deveria cumprir uma função meramente informativa. Existem, no entanto, outras funções, como persuadir.

De acordo com ela, há uma grande diferença entre marketing político e marketing eleitoral. O primeiro visa estratégias do partido e do candidato em geral. O segundo como uma estratégia voltada para o eleitor. 

O slogan é um dos principais elementos de motivação das campanhas eleitorais, conseqüentemente ele precisa ser surpreendente e causar impacto. Já as características da legislação brasileira, na ótica de Neusa, carecem de continuidade, revisão, e estão baseadas no casuísmo.

                    

criação: lisandro staut