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Elas chegaram lá

Delaine Rodrigues

As mulheres revolucionaram os costumes. Criaram e invadiram espaços, brigaram, fizeram passeatas, ganharam força e passaram a ser ouvidas. Sofreram, porém mostraram que podem ser alguém na sociedade, principalmente no tocante ao jornalismo.

A mulher que desenvolve atividade fora do lar enfrenta, muitas vezes, uma dupla ou até tripla jornada de trabalho. Além de desempenhar funções profissionais para ajudar no orçamento doméstico, ainda tem que atuar como mãe, dona de casa e esposa.

Tirando essas preocupações, a mulher ainda enfrenta, no seu dia-a-dia, preconceitos de toda ordem: salário menor que o do homem que executa a mesma tarefa, discriminação sexual e a obrigação de estar sempre bonita e pronta para vencer as dificuldades de uma sociedade machista.

Hoje, porém, a mulher tem tanta capacidade quanto o homem, através de sua competência, criatividade, maneira de encarar as dificuldades e desafios. Em muitas atividades profissionais, tal como nas redações dos grandes veículos de comunicação, a ascensão da mulher foi conquistada devido a maior dedicação, delicadeza e atenção.

A mulher que atinge um cargo de chefia na grande imprensa, não fica pensando se algo dará certo ou não. Para alcançar sua meta, ela tenta, arrisca, traça metas de acordo com os seus objetivos.

Um exemplo desta conquista é o sucesso de Fátima Bernardes. Fátima fala com naturalidade e segurança. Ela parece que sabe o que está divulgando. E sabe mesmo! Para ocupar a bancada do Jornal Nacional, a cadeira mais cobiçada do telejornalismo brasileiro, a jornalista Fátima Gomes Bernardes Bonner trabalhou muito. Já são 15 anos só de Rede Globo.

O homem ainda tem resistências à liderança da mulher, por razões culturais, mas isso diminui a cada dia. Como a mulher está vencendo pela competência, há um reconhecimento tácito no ambiente de trabalho de que os resultados contam mais que qualquer outro aspecto.

Certamente existem diferenças entre as características femininas e masculinas, mas hoje ambos aprendem a lidar com elas. Os desafios fazem parte da vida, igualdade legal, a superação das barreiras discriminatórias.

A grande responsabilidade de homens e mulheres formadores de opinião é fazer valer a Constituição: homens e mulheres são iguais, com especial atenção para as mulheres que, além de fazerem parte da chefia de várias empresas jornalísticas, ainda comandam a família.

                                        

criação: lisandro staut