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O jornalismo do futuro
Katianne Jouguet
A era da comunicação de massa influenciou fortemente a sociedade, inclusive a brasileira. A criação da prensa por Gutenberg foi o marco inicial para o desenvolvimento dos veículos de comunicação.
Os avanços tecnológicos e o advento da mídia eletrônica tornaram a informação algo primordial. Com isso, o jornalismo do futuro será instalado neste cenário de grandes transformações. Todavia, a extinção da mídia impressa, está descartada.
Os atuais veículos de comunicação de massa, dividem-se em dois grupos: mídia impressa (jornais, revistas, livros) e mídia eletrônica (rádio, televisão, internet). No Brasil, estas mídias sofrem simbiose, ou seja, uma completa a outra. No entanto, para chegar a esse processo de interação, os
mass media precisaram se aperfeiçoar.
Esta interação de mídias não ocorre somente no Brasil, mas praticamente em todas as partes do mundo. Mas é fato que os veículos de comunicação de massa, dos seus primórdios aos dias de hoje, passaram por maus bocados.
No início, os jornais impressos atingiam uma pequena parcela de seu público-alvo. Os donos não tinham verba suficiente para sustentar o veículo. As pessoas que compravam o jornal pertenciam à classe alta da sociedade, a pequena parcela populacional alfabetizada. A maioria da população, portanto, não tinha acesso à mídia impressa. Logo os jornais baixaram o nível do conteúdo. O que importava era vender.
Com o rádio não foi muito diferente. As primeiras emissoras enfrentaram dificuldades técnicas. As ondas eletromagnéticas não tinham grande poder de alcance. O público-alvo era restrito. E com o advento da televisão, o rádio precisava manter sua audiência. De um veículo que só noticiava, passou a criar jingles, programas musicais, esportivos, etc. O que era cultural, tornou-se escasso.
A televisão conseguiu seu clímax de forma espantosa. No início, não exibia imagens, tampouco comerciais; havia jornalismo 24 horas. O televisor era caro, poucos podiam adquirir. Porém, a tecnologia acelerou o processo de fabricação dos aparelhos de tevê, que ficaram baratos.
Então, grande parte da população, passou a ter televisor. Em virtude dessa demanda, surgiram várias redes de televisão. É percebida uma vivaz disputa pelos novos telespectadores. O
público mal instruído preferia (e continua preferindo) programas de baixo nível a
culturais.
Nota-se nitidamente a prepotência da televisão com relação aos outros veículos. Sua persuasão foi maior que a do jornal e do rádio. Contudo, se não fossem os primeiros, a televisão não teria tal êxito. Mesmo assim, houve uma interação entre tão discretas rivais. O jornal detalha as notícias, o rádio as divulga de maneira enxuta e audível, e a televisão utiliza especialmente as imagens para a exposição das notícias.
Hoje, em todo o mundo, a informação é constante e veloz. Com o avanço tecnológico, as notícias chegam às pessoas instantaneamente. Problemas técnicos nos veículos de comunicação são ínfimos.
A preocupação atual é, além de bons equipamentos, o nível das informações. A mídia eletrônica está em crescimento. Neste momento, a internet pode ser vista como a maior inovação dos
mass media. Atinge uma audiência que supera a de qualquer veículo, devido a maior rapidez e precisão das notícias.
As pessoas não querem, e não dispõem de tempo, para se prender à leitura de um impresso. Escolhem as novas mídias, televisão e internet, que somente noticiam, não informam.
Infelizmente, o jornalismo moderno deixa a desejar; provocando a alienação. A percepção e a reflexão, dantes indispensáveis, não são mais importantes. O que importa, nesta era capitalista, é lucrar. A informação é uma mera mercadoria.
criação: lisandro staut |
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