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cultura | perfil | nostalgia | opinião cotidiano | leitor | e-mail | expediente anteriores | próximas edições | inicial Império roto "Quem se torna senhor de uma cidade habituada a viver livre, e não a destrói, pode estar certo de que por ela será destruído. Os seus habitantes encontram sempre, como incentivo à revolta, a idéia da liberdade e das antigas instituições, instituições que nunca se esquecem nem com o perpassar do tempo, nem com os benefícios acaso trazidos pelo conquistador. Por mais esforços que este empregue, se não lograr desunir ou dispersar os seus novos súditos, não lhes extirpará da memória aquela idéia, à qual se hão de socorrer em qualquer oportunidade." Este trecho do livro
O Príncipe, de Nicolau Maquiavel, talvez esteja emoldurado na cabeceira da cama de Roberto Marinho. Aliás, por meio da dominação massiva e escancarada, o que as Organizações Globo têm feito de melhor é seguir à risca este conselho maquiavélico. "Hoje podemos falar das Organizações Globo com o orgulho de vê-las inclusas entre as maiores do mundo no campo da comunicação de massa. O jornal
O Globo é o maior do país; a Rádio Globo transformou-se no Sistema Globo de Rádio enquanto a TV Globo do Rio de Janeiro foi o primeiro passo para que se formasse a Rede Globo de Televisão, hoje cobrindo todo o território brasileiro com o melhor padrão de produção." O Grupo Globo montou seu império sobre a ruína de outras instituições, por meio de mentiras e abusos. Antes da ditadura militar, as Organizações Globo se resumiam a um jornal, duas emissoras de rádio e uma tímida emissora de TV no Rio de Janeiro. Durante o regime militar, sua expansão foi meteórica. O sórdido governo militar precisava de um veículo para credibilizar suas ações. Lá estava a
Globo/Time Life. Acordos feitos, concessões liberadas.
criação: lisandro staut |
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