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O
que cabe a nós...
Paulo Henrique Tenorio
Alcancei o primeiro objetivo da minha vida. Agora, com todas as letras, posso dizer que sou um jornalista profissional. Claro que toda a pompa é desnecessária, pois tenho certeza que a vida me ensinará que, por mais que a experiência pese, a profissão de jornalista sempre condicionará novas aventuras, surpresas, sustos e aprendizados. É o rumo que escolhi. E sem modéstia alguma, parece que passei por um processo de reformulação extraordinário depois da apresentação do projeto experimental.
Bem, a vida continua. O que fazer daqui para frente? Ao contrário de grande parte dos meus colegas que
deixam a faculdade em busca de um emprego, permaneço em Mogi Mirim para dar seqüência ao cotidiano de
O Impacto, no qual defendo a camisa há seis anos. Quando entrei na empresa, antes mesmo de pensar em me inscrever no Unasp, só pensava em escrever sobre esportes. Hoje faço um pouco de tudo, com toda ênfase ao esporte e polícia. São duas áreas complicadas, principalmente a segunda.
Não importa a diferença de uma editoria e outra, o que importa é que o jornalismo impresso - decididamente e definitivamente - é a minha área. Tentei de tudo, como rádio, televisão e até mesmo a internet. Nada foi para frente, a não ser o jornalismo impresso. Com orgulho, estou na área há
dez anos. Feito incomum para um quase recém-formado que não atingiu os 26 anos. Incomum, mas não impossível. Aqui estou eu, podendo dizer finalmente que venci a primeira batalha.
Considero a faculdade apenas a primeira tarefa a ser cumprida. Quero muito mais do que um simples diploma. Reconhecimento? Errado. Meu único objetivo daqui para frente é fazer do jornalismo a minha ferramenta
de trabalho em prol daqueles que esperam pela informação precisa, honesta e, acima de tudo, isenta. Ética é uma palavra que procuro carregá-la debaixo do braço e para qualquer coletiva, qualquer cobertura ou reportagem investigativa que requer um grande cuidado na apuração dos fatos.
O jornalismo pode se tornar em uma poderosa arma. Prefiro pensar que o jornalismo é um aliado para a sociedade. Por outro lado, terminar a faculdade significa pôr fim ao relacionamento com alguns amigos. Digo alguns, porque foi ao lado de Ana Paula, Gílson, Denise e Gisele que constituí a "família" do curso de
Jornalismo noturno. Éramos cinco. E pensar que esta classe começou com mais de quarenta, há quatro anos. Outros amigos serão deixados para trás, grandes amigos por sinal. Neste leque insiro quem me agüentou por quatro anos, alunos e professores.
Enfim, termina aqui um ciclo para dar um outro processo: agora a responsabilidade aumenta. Por quatro anos fomos preparados para
lidar com a notícia. Chegou a hora de mostrar que estamos prontos. Ainda quero me arriscar no mercado lá fora, na grande imprensa de alguma capital. Quero quebrar a cara se for preciso. Mas quero aproveitar todas as coisas boas que a profissão nos oferece.
Espero que todos, sem exceção a nenhum nome neste momento, tenham sucesso. O mundo está repleto de coisas boas e ruins que precisam ser noticiadas. E cabe a nós, jornalistas, transmitir os fatos.
Nome: Paulo
Henrique Tenorio.
Nascimento: 17/12/78.
Experiência profissional: Paulo Henrique nasceu em Mogi Mirim, interior de São Paulo. Ao longo dos quatro anos estagiou no
jornal O Impacto, de Mogi Mirim e na Rádio CBN-Mogi. Hoje, com 26 anos,
continua em O Impacto como repórter. É responsável pelas
editorias de Esportes e Policial.
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