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Será
que tudo acabou?
Ruth Pimentel
Sabe aquele dia em que a gente acorda com vontade de dormir por mais 12 horas? Também há dias que mal dá pra acreditar que ainda é noite e não se passaram nem duas horas que você foi dormir. O pior é que têm dias em que se está louco para dormir e, quando se deita, o sono simplesmente desaparece.
Foram muitos dias de querer dormir. É, dormir não apenas por querer "chutar o balde", mas por querer "dar um tempo" na correria e poder saber qual foi a refeição do dia anterior.
Estive vivendo quatro anos no "Mundo Unasp" e agora que estou me despedindo. Sinto um aperto no peito e não tem como sair sem falar o quanto foi bom tudo que passei. Sejam as coisas boas, os acontecimentos difíceis de encarar, e os que doem ao recordar.
Na verdade, não passei por tudo, mas por uma importante etapa de crescimento. Encontrei professores dedicados, alguns inusitados. Já outros, por sua metodologia de ensino, eu nem saberia explicar ou saber o que falaram em cada período de aula que lecionaram.
Outro grupo seleto faz parte dos inúmeros amigos que fiz. Dos amigos eu falaria das lágrimas, conversas, festas, brigas (como todo relacionamento que busca o crescimento tem), enfim, dos momentos que me moldaram e fizeram com que eu chegasse ao ponto em que estou... com muita saudade. Daquelas horas de sono que poderia desfrutar, valeu cada pensamento para como fazer melhor o dia que estaria por vir.
Na escolha da profissão, o medo de fazer algo errado e que não fosse o que gostaria, perdurou por um bom tempo. Agora que o tempo passou, paro e penso no grande leque de oportunidades que apareceu e que valeu a pena todo investimento e confiança depositada por parte de minha família.
Avaliando minha inicial e imatura visão, descobri que a comunicação é muito mais do que pegar um microfone, escrever algumas palavras, tirar fotos, diagramar, montar programas de rádio, usar um gravador. Alguém que presa pela comunicação fala de vidas que podem crescer e fala com pessoas que precisam saber.
O comunicador escreve palavras que somente depois de horas de buscas incansáveis tem a certeza do que vai trazer informação. Deixa de tirar fotos para mostrar fatos. Desenha o rascunho e mede cada palavra em que o repórter deve se prender durante o momento de passar uma notícia. Fala em maneiras e horas que o ouvinte está pronto para saber o que ocorre em todo momento e lugar que não poderia estar. Mostra depoimentos de pessoas que influenciam no seu dia-a-dia.
Chego à conclusão de que nem tudo acabou. Agora que estou de partida para o mercado de trabalho, só não gostaria de ser mais um número na estatística do IBGE como mais uma desempregada no Brasil. No mais, saio da universidade com expectativas de continuar investindo na educação e seguindo firme no "Mundo da Comunicação".
Nome:
Ruth Pimentel.
Nascimento: 21/01/81.
Experiência profissional: Durante o curso, Ruth foi articulista para o jornal do
campus
O Universitário, no site Paraná Online e para a revista
eletrônica Canal da Imprensa, também. Em 2003, participou do I Congresso Sul-Americano de Comunicação realizado no Unasp.
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