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Formatar
para informar
Sergio Telles
Terminar o curso superior é uma vitória. São poucos os que se formam e atuam na área. O mundo da comunicação é
devorador. A cada dia há uma tendência inovadora. Os teóricos sempre complicam o que é simples na prática. Mas, felizmente - ou infelizmente -, são indispensáveis. A profissão não é
fácil. Existe o dilema que nos segue desde o primeiro ano de faculdade: a imparcialidade.
Por mais que haja uma discussão sobre o jornalista opinar, aí vai a minha opinião sobre a profissão. É muito bom ser jornalista. Os fatos marcantes, as informações, estar sempre atento aos acontecimentos é algo um tanto complicado. Não há como ficar a par de tudo ao mesmo tempo. No jornalismo não há a possibilidade de uma pausa,
afinal o acontecimento ou a notícia não tem hora para acontecer.
Isso o torna indispensável ao mundo, um agente intermediário entre o ocorrido e o telespectador que está em sua casa bem-acomodado e só assistindo
ao que acontece no mundo.
O que será do jornalista daqui para frente? Será ele apenas um agente informador ou será um agente formador de opinião? Este "poder" de informar e formar
é único. Quando bem-usado deixa a "categoria" orgulhosa. Quando não, a própria se encarrega de crucificar o
"bendito". Como toda profissão, há seus momentos de glória e seus momentos de derrota. Muitas são as ramificações no jornalismo. Todas são importantes. Umas aparecem mais e outras nunca aparecem.
No jornalismo televisivo, o poder está à flor da pele. O sensacionalismo é crescente. A notícia está ficando em segundo plano, dando espaço ao "eu sou o
melhor", vejam todos o meu furo de reportagem e assim por diante, esquecendo muitas vezes que o telespectador quer saber da notícia e não a opinião do jornalista. A opinião tem sua moradia e não deve ser transferida.
Atuar na TV é um desafio. Produzir um telejornal, uma luta constante. É muito dinheiro consumido e exige uma equipe qualificada e competente. Para que um jornal vá
ao ar, é necessário que um time corra para o mesmo sentido, senão a vantagem é da concorrência que marca um gol com o furo que você deixou passar.
Sem mais delongas, ser jornalista no Brasil é um desafio. No final das contas, formate seu estilo para informar da melhor maneira e
fazer jus aos mais de 1.400 dias na faculdade.
Nome: Sergio
Telles Marques.
Nascimento: 27/11/80.
Experiência profissional: É natural de São Paulo. Foi articulista
da revista eletrônica do curso, Canal da Imprensa; estagiou em
duas ocasiões na RTP (Rádio-Televisão Portuguesa); foi produtor de televisão na sede mundial da
Igreja Adventista, em Washington, Estados Unidos; e atualmente trabalha no Núcleo de Comunicação do Unasp.
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