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Segredos
de uma profissão
Victor Drummond
A carreira jornalística requer tato, sensibilidade. Fazer jornalismo é muito mais do que compreender sintaxe, concordâncias verbais e nominais e construir um bom texto. O jornalismo requer uma bagagem cultural que perpasse o que as pessoas vêem. Ela exige uma análise equilibrada dos fatos e das situações que compõem os acontecimentos. Para isso, o profissional necessita ter uma visão contrabalançada e mente aberta para aceitar as possíveis estranhezas dos episódios com os quais for entrar em contato e que muitas vezes vão contra princípios pessoais. Saber separar o que é necessário contar do que se acha que não se deve contar é um complicado jogo de maturidade pessoal e profissional.
Além disso, o jornalista deve ser ávido pela informação. Um sujeito inquieto que remexe e vasculha os baús do passado e os mapas do presente até encontrar as pistas e evidências necessárias para que sua história seja bem contada. Sem isso, é impossível produzir um jornalismo de qualidade e que fuja das raias da superficialidade.
Mas a profissão de um jornalista vai muito além de produzir notícias para um jornal, revista, rádio, televisão ou internet. Além de todos os cargos e editorias que alguém pode ocupar dentro destes veículos, a profissão oferece outras possibilidades, como a assessoria de imprensa e o jornalismo empresarial, um cargo mais específico para quem quer atuar em departamentos de comunicação de empresas.
Para os acadêmicos que levaram a sério os quatro anos do curso de Jornalismo, transformando-os em oito semestres de crescimento profissional, ao invés de datas para entregas de trabalhos e realização de provas, o mercado é muito promissor. O corpo docente do Unasp e a grade curricular foram capazes de desenvolver em seus alunos a capacidade de atuar em qualquer área da profissão.
Em algumas regiões, o mercado é extremamente escasso. Em outras, trata-se de uma verdadeira competição, uma selva de profissionais em que um engole o outro em busca do emprego. É verdade que se formam por ano milhares de novos jornalistas. Parece não sobrar espaço para os novos profissionais. Acontece que nem todos têm o amor pela profissão e as boas características já mencionadas para um profissional de sucesso. Isso deixa vagas para quem sabe o que quer. A carreira, ao contrário do que muitos pensam, está em ascensão.
O professor italiano Domenico de Masi, em sua obra Ócio Criativo, deixa bem claro que o jornalismo tem seu lugar na posteridade: "O futuro pertence às pessoas que
se dedicarão à análise de sistemas, à pesquisa científica, à psicologia, ao
marketing, às relações públicas, ao tratamento da saúde, à organização de viagens, ao jornalismo (...) Estas são as atividades do futuro, em lugar da guerra, do petróleo ou da fabricação de geladeiras."
Um repórter perguntou-me em que mídia eu gostaria de atuar no jornalismo. Respondi que
o apaixonante nesta profissão é que em todas as áreas você tem que dominar e amar uma coisa básica: a arte de produzir um bom texto, cercado de todos os bons elementos necessários para enriquecer a história e que motivem o público a se envolver com o que está sendo informado. Em todos os veículos, o jornalismo depende do texto. É necessário saber muito, pesquisar muito e traduzir este conhecimento em um excelente texto, de acordo com as técnicas e normas de cada veículo.
Preferências
Mas tenho uma predileção por um veículo eletrônico: televisão. É um mundo muito completo, rico de técnicas para que os fatos fiquem ainda mais atraentes para o público. O que mais me encanta em
TV é a habilidade que o profissional precisa ter para resumir em pouquíssimas linhas uma história que pode ser contada em um livro. Parece fácil, mas não é. É uma habilidade que requer treino. Além do mais, você mostra por meio das lentes, que se transformam em um microscópio social, tudo aquilo que as pessoas jamais veriam
se não fosse por meio da TV, um veículo que transporta as pessoas para mundos muitas vezes inatingíveis.
Entretanto, todos os outros veículos são muito apaixonantes. Afinal de contas, amo escrever, apurar,
entrevistas e, em todos eles, poderia desempenhar estas atividades. O rádio, com seu rico e dinâmico mundo que muitos não conhecem, com a proeza de ter que se contar tudo através do som. Os jornais e revistas com suas matérias mais completas e densas. A internet com sua instantaneidade é também uma possibilidade muito prazerosa. A assessoria de imprensa também é apaixonante. Estar "do outro lado do balcão", como dizemos, produzindo e sugerindo informações para os veículos de comunicação em nome de alguma empresa, astro da música, esporte, ator ou autoridade política, também é muito interessante.
O livro-reportagem, uma modalidade que começa a evoluir agora no Brasil, abre novas possibilidades, principalmente para quem gosta de literatura mesclada ao jornalismo. Durante os quatro anos de Unasp pude praticar todas as mídias citadas. Descobri que tudo é muito gostoso e que o jornalismo é uma profissão
estonteantemente bela. Não porque seja cercada de
glamour, como alguns imaginam. Mas justamente porque, ao mesmo tempo em que descortina verdades, muitas vezes duras de serem encaradas, também apresenta as coisas boas deste mundo extremamente paradoxal.
Nome: Victor
Bhering Drummond.
Nascimento:
24/03/82.
Experiência profissional: É formado em Jornalismo e Publicidade e Propaganda pelo Unasp. Participou e atuou como repórter no 12.º e 13.º Maximídia
- Encontro Internacional de Comunicação -, no 6.º e 7.º Congresso Brasileiro de Jornalismo Empresarial, Assessoria de Imprensa e Relações Públicas e no 5.º e 6.º Prêmio Imprensa Embratel.
Estagiou na TV Globo de Vitória/ES e de Campo Grande/MS. Foi representante do Projeto Globo e Universidade, da TV Globo, realizando dezenas de visitas técnicas à Central Globo de Jornalismo, em São Paulo. Participou de testes com a equipe de jornalismo da Globo em 2003 e acompanhou a produção do
Jornal Hoje em julho de 2002. Autor do livro "Ondas Altas: histórias da família Drummond e de suas personalidades", ainda não publicado, em que entrevista e biografa pessoas como Carlos Drummond de Andrade, o ator José Mayer, a atriz Isabelle Drummond e o humorista Orlando Drummond.
Foi editor, repórter e articulista do Canal da Imprensa. Atuou como repórter colaborador para o jornal
Correio Popular, de Campinas, para a Revista Adventista e para a revista
Escola Adventista. Foi articulista colaborador do Observatório da
Imprensa, do Paraná Online e outros sites ligados à arte.
Foi repórter e editor dos veículos do Campus como Unaspress (hoje Agência Brasileira de Jornalismo - ABJ) e
Diário do Campus. Diagramou o jornal Folha do Campus, edição comemorativa dos 20 anos do Unasp e foi editor e repórter na edição seguinte.
Atuou como assessor de comunicação, editor e repórter do site oficial do Unasp durante todo o ano de 2002 pelo Departamento de Marketing. Neste período, foi editor e repórter do
house organ Unasp Comunica. Prestou assessoria de imprensa para o Unasp, Campus São Paulo e para a União Central-Brasileira da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
Foi produtor e co-apresentador do programa Mente Aberta e editor e repórter do telejornal
Semana em Foco. Dentre as entrevistas conseguidas por Victor, destacam-se as realizadas com o governador Geraldo Alckmin, com a prefeita Marta Suplicy, com o
ministro da Educação, Paulo Renato Souza, com o ministro do Tribunal de Contas da União, Olavo Drummond, com o jogador Ronaldinho "Fenômeno", com os atores Raul Cortez e Dalton Vigh, com as atrizes Nicete Bruno, Etty Fraser, Marjorie Estiano e Bárbara Paz, com os jornalistas da TV Globo, Marco Uchôa, Carlos Dorneles, Celso Freitas, Mylena Ciribelli e Sônia Bridi, com o violoncelista internacional, Antônio Meneses, e com empresários da mídia, como Nizan Guanaes, Ruy Mesquita, Nelson Sirotsky, Débora Wright, Jack Myers, autor do
best-seller "Reconnecting With Customers" e Joey Reiman, maior visionário atual do
marketing. Realizou no segundo semestre de 2004, uma campanha publicitária para o jornal
O Estado de S. Paulo, como Projeto Experimental de Publicidade, com a aprovação da diretoria da empresa.
Victor domina o inglês; fez curso intensivo da língua na Califórnia (EUA) e estudou espanhol, italiano e alemão.
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