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Estou
formada?
Ana Paula Ramos
Pergunta intrigante? Talvez. Parece que de fato o
status "formado" é adquirido apenas após o recebimento do tão famoso e polêmico "canudo". Aliás, na cerimônia de colação de grau, este nada mais é do que um recipiente de papelão envolvido com um papel camurça, às vezes vazio, outrora com uma mensagem de despedida e ânimo.
As formaturas marcam a vida de qualquer indivíduo. Só por aprender a ler, os alunos da primeira série do ensino básico, com 7 anos
de idade, passam pela segunda formatura, pois a primeira acontece no "prezinho". Depois de três anos vem a formatura do ensino básico. E agora? Passado mais um tempo no ensino fundamental, forma-se com 14 anos.
E agora? Ingressa no ensino médio e depois de três anos, mais uma
formatura. E agora? Passada a pressão do vestibular começa o ensino superior, digamos que no curso de Comunicação Social. E agora?
Esta pergunta é feita constantemente, pois as pessoas estão de um jeito ou de
outro sempre se formando. Uns se graduam nas instituições de ensino, outros recebem o diploma que só a experiência de vida lhes oferece.
Mesmo os psicólogos e educadores dizendo que uma criança forma seu caráter nos primeiros anos, ela não deixa de alterar e desenvolver seu jeito de ser com décadas de existência, pela experiência de vida. Ainda que um jovem receba seu canudo de
papelão e depois retire na secretaria o diploma por uma taxa "irrisória" de 200 reais, sendo finalmente formado, não vai estar pronto para enfrentar o que vier pela
frente. Ele não se forma um profissional de sucesso. Recebe sim, durante pelo menos
quatro anos, a orientação de como proceder em alguns momentos, as ferramentas para escrever um bom texto e algumas oportunidades de publicar ou veicular suas matérias, fotos ou reportagens.
O diploma, a graduação, em muitos aspectos, é apenas uma permissão perante a legislação de que você pode atuar como um profissional na sua área. Por isso é um assunto muito contestado ainda. "Estou formado, e agora?"
Agora é preciso continuar se formando, pois este é um processo sem fim. O aprendizado é constante.
A segunda turma de formandos do curso de Comunicação Social do Unasp, com certeza mostrou a potencialidade de muitos jovens que certamente serão bons profissionais. Aqueles que buscaram desde o primeiro dia de aula, na disciplina de
Sociologia Geral com a professora Elna Crês, demonstrar interesse, vontade de aprender e de encarar o desafio de ser um comunicador, de se superar.
É possível afirmar que todos, depois das aulas de Ética, das matérias publicadas - a princípio irreconhecíveis depois de serem editadas - ouvindo as críticas "construtivas" (nesta turma
há quem diga que não existem críticas construtivas) pelo professor e amigo Ruben
Holdorf, aprenderam inúmeras lições práticas e teóricas desse universo da comunicação.
Sempre lembrarão da diferença entre uma edição e um texto manchetado, além da importância indiscutível do rádio defendido com unhas e dentes pelo professor Amarildo Augusto. O texto curto, a linguagem simples de TV e como segurar o "bendito" microfone na hora de fazer uma reportagem, detalhes importantes frisados pelo professor Laerte Lanza. Cada área, assunto estudado e discutido fez parte deste processo de formação, neste caso, de novos jornalistas.
Para aqueles que querem seguir a área acadêmica, quem sabe agora seja a hora de rever toda a formação obtida em tantas graduações e partir para mais algumas: mestrado e doutorado. Os que querem se ver o quanto antes nos escritórios, salas de redação, estúdios, agora é hora de também rever tudo o que lhes fizeram merecedores do canudo e do título, montar um bom currículo e enfrentar a disputa do mercado entre muitos profissionais.
Na verdade essas palavras são para "o agora". Pois, para aqueles que já passaram por isso, e os que vão passar, agora é hora de ajustar a roupa da formatura, de marcar o cabeleireiro e de distribuir os convites para esta comemoração. Afinal, esta também é uma fase conquistada por poucos entre milhares de brasileiros. É hora de começar a sentir saudades dos amigos conquistados nestes quatro anos e pensar quando haverá um reencontro. Agora é o momento do entusiasmo e da certeza de que cada comunicador formado nesta turma tem muito que aprender ainda, mas acima de tudo, tem muito a oferecer
à população.
Nome:
Ana Paula Rothstein Ramos.
Nascimento: 19/06/83.
Experiência profissional: Ana Paula nasceu em Florianópolis, SC. Mudou-se para o Paraná
onde viveu somente um ano e veio para São Paulo. Em 2001, começou a fazer Comunicação Social no Unasp.
Neste primeiro ano trabalhou numa agência de jornalismo, onde redigia textos. Trabalhou também em laboratórios de rádio e TV.
Ao decorrer dos anos, tornou-se articulista do Canal da Imprensa. Participou de várias feiras de comunicação e
recebeu estágios de assessoria de imprensa. Hoje, a formanda se lembra dos bons momentos passados com o amigo e companheiro de sala Victor Drummond,
quando juntos realizavam peripécias para conseguir passagens em grandes eventos de comunicação
a fim de representar o Unasp.
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