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Antes, durante e depois 

Dalvina Nascimento 


Isso mesmo. Estou me referindo à fase de vestibular, faculdade e formatura. Lembro-me como se fosse hoje quando vi o meu nome na lista de aprovados. Parecia um sonho. Pulei de alegria porque me tornaria uma universitária. Cheia de sonhos, ingressei no curso de Jornalismo.

No início, eu almejava ser repórter ou âncora de alguma emissora de televisão, talvez uma fotojornalista de alto nível, uma correspondente internacional. Sonhava viajar pelo mundo ou escrever para uma revista de turismo. Para alguns colegas de sala bastava escrever para a revista Veja ou para O Estadão. Assim, os anos se passaram e pouco a pouco o sonho de mudar o mundo com papel e caneta foi diminuindo. Vi que não seria tão fácil.

Mas por que deixar de sonhar? Por que não traçar o meu futuro, estabelecer metas e lutar para alcançá-las? Não é para isto que serve uma universidade? Essas perguntas pouco a pouco foram surgindo na minha mente. Descobri que o mais difícil não é escolher a carreira. Isso porque o diploma nem sempre é o suficiente para conseguir um bom emprego.

Quando chegamos ao último ano de faculdade é como se literalmente acordássemos de um sonho. Não que o meio acadêmico fosse formado de desilusão. No entanto, começamos a sentir a dura realidade do mercado. Sentimos de forma mais direta a necessidade de ter um diferencial, como uma especialização, buscar novas tecnologias e estratégias de desenvolvimento profissional e pessoal para concorrermos com outros profissionais.

Agora sou uma jornalista. E daí? Não posso mais me esconder atrás de uma figura paterna, diante de decisões e possíveis problemas. Tenho que encará-los de frente e assumir a nova postura. Agora sou uma profissional. Preciso então me apegar aos meus sonhos, fazendo com que eles se tornem objetivos reais. Tenho que, de forma mais concreta, traçar o meu futuro. Não como dona do meu destino, mas como alguém que sabe que o sucesso não acontece por acaso. Pelo contrário, requer muito planejamento e esforço.

Estou formada, e agora? "Dobrar as mangas e colocar a mão na massa". Tendo como base os conhecimentos adquiridos, agora é vivenciar a prática. Sonhei muito com este momento. Por isso não posso deixar que as estatísticas de desemprego tirem a minha motivação de vencer. Tenho que me concentrar no alvo. Os obstáculos fazem parte do percurso.

                        

Nome: Dalvina Nascimento.
Nascimento:
17/08/79.
Experiência profissional:
 Dalvina participou do 6.º e do 7.º Congresso Brasileiro de Jornalismo Empresarial e Assessoria de Imprensa, e do 5.º e 7.º Prêmio Imprensa Embratel no Rio de Janeiro. Durante o curso, foi articulista e repórter dos veículos do campus: Diário do Campus e Canal da Imprensa. Estagiou também na Rádio CBN-Mogi.