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Dura
prova
Gilson Nunes
Com a diversidade dos meios de comunicação, a velocidade da notícia, as várias reproduções dos
fatos e a renovação constante dos mecanismos existentes, exige-se um grande empenho por parte do indivíduo para se manter atualizado. Diante dessa realidade, um certo temor permeia a existência dos formandos do ensino superior. Estou preparado para isso? É a pergunta de muitos.
Com a finalidade de manter o aluno bem preparado para esse mercado, as faculdades de Jornalismo
se preocupam com as informações oferecidas aos alunos, e a modernidade tem feito parte das grades curriculares de muitas delas. O empenho da
universidade e a retenção por parte do aluno dos assuntos abordados em sala de
aula é que depende grandemente seu futuro profissional. Os dois são importantes, e hoje, cada vez mais, precisam andar de mãos dadas. A escola não pode mais
ser uma instituição fechada em si mesma, e o saber não pode ser mais propriedade de um alto poder intelectual que não acompanha a revolução do
mercado. O intercâmbio de teoria e prática é primordial.
Cada vez mais, a escola tem um papel importante na formação do profissional como agente do mercado de trabalho. O ensino é um agente que pode promover mudanças culturais efetivas, caminhando, por exemplo,
no rumo de uma cultura empreendedora capaz de alavancar uma nova realidade em que os alunos recém-formados não cruzem os braços à espera de uma vaga, mas criem seus próprios espaços de atuação.
Para o jornalista Eugênio Bucci, os cursos existem porque há uma cultura própria do mercado que os focas precisam conhecer e que não se aprende na faculdade. "O mercado não pode esperar que a universidade forme um profissional acabado", afirma. "O que se espera é um profissional que saiba pensar, porque as habilidades técnicas podem ser adquiridas depois."
Jamais deixar de questionar. "A coisa mais rica que o jovem traz consigo são suas perguntas. Digo sempre que o foca deve duvidar das respostas e nunca desistir das perguntas. E devem seguir o coração", recomenda Bucci. E seguir o coração, segundo ele, não é render-se ao comodismo, ao conforto, ou ao medo. "Significa
arriscar."
Diante disso, o que esperamos agora como formados não é mostrar o "estrelismo" que acompanhou a muitos durante os quatro anos de faculdade, mas a modéstia de alguém que está à mercê do grande carrasco, o mercado.
Nome:
Gilson Nunes.
Nascimento: 05/06/74.
Experiência profissional: Gilson nasceu em Paranaíba, interior do Mato
Grosso do Sul. Estagiou na Rádio CBN de Mogi Mirim; trabalhou com locução de rádio em um programa musical durante um
ano e escreveu durante seis meses para a revista eletrônica Canal da Imprensa.
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