editorial | especial | debate | imprensa em foco| links| lambanças
mídia eletrônica 
| cultura | perfil 
olho vivo 
canal do leitor | e-mail | expediente

anteriores
| próximas edições |
inicial


Apenas o começo 

Gisele Garcia 


Foram quatro anos estudando para chegar a esse dia: o dia da formatura. Durante esse tempo alguns estágios complementaram a teoria. Os detalhes fazem a diferença na hora de se destacar como profissional. Deixar de pisar em um terreno sólido para descobrir uma outra realidade é apenas o começo.

A expectativa do início de carreira acompanha pessoas de todas as épocas. A Era moderna traz a vantagem dos veículos de comunicação. O jornalista ocupa um lugar proeminente na formação da sociedade contemporânea, mas para isso não basta apenas um diploma. No jornalismo, o profissional precisa de tempo para mostrar na prática o que sabe fazer. Isso dificulta a entrada no mercado.

A idéia de integração nacional elimina qualquer possibilidade de veiculação de programas regionais, ou pelo menos programas específicos para cada região. E até os dias atuais é muito mais fácil e menos custoso retransmitir um sinal da Rede Globo, por exemplo, do que investir em novos programas que poderiam trazer à programação televisiva uma diversidade maior com o envolvimento de produtoras independentes e regionais. 

Uma frase atribuída ao presidente Emílio Garrastazu Médici em março de 1973 dizia: "Sinto-me feliz todas as noites quando ligo a televisão para assistir ao jornal. Enquanto as notícias dão conta de greves, agitações, atentados e conflitos em várias partes do mundo, o Brasil marcha em paz, rumo ao desenvolvimento. É como se eu tomasse um tranqüilizante após um dia de trabalho." O presidente, referindo-se ao à função anestésica do telejornalismo naquele momento, cujo grande exercício consistia "em diluir, ao máximo, o verdadeiro impacto da notícia transformando o Brasil em um País desprovido de emoção". 

Dar uma notícia boa e outra ruim num mesmo tom de voz, ou então mostrar guerras e depois jogar um balde de água fria faz com que o telespectador se sinta novamente apático com a situação. 

Para os aspirantes a jornalistas, com o canudo em mãos: boa sorte. Comprometimento e seriedade podem melhorar o mundo da informação. E que a ilusão de fazer um jornalismo isento não esteja longe de nossas convicções.

                         

Nome: Gisele Garcia Vilhena.
Nascimento:
28/05/82.
Experiência profissional:
Gisele nasceu em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Trabalhou por dois meses no jornal O Regional; estagiou na assessoria de imprensa do Partido Verde durante a campanha política de 2004, em Artur Nogueira e foi articulista da revista eletrônica Canal da Imprensa.