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Sou
jornalista. E agora?
Isadora Schmitt
Não lembro ao certo o dia em que decidi ser jornalista. Só lembro que escolhi fazer o curso com a desculpa de ter facilidade para as ciências humanas. Não que isso seja mentira - na verdade sempre foi assim -, mas confesso que durante os quatros anos aprendi amar e odiar a profissão que escolhi.
Não dá para negar que a rotina das redações divulgada pela televisão e pelo cinema através de novelas e filmes, muitas vezes mostra um
glamour e um idealismo que nem sempre ocorre na prática. O que acaba acontecendo? Muitos jovenzinhos, em busca de adrenalina e até mesmo por pura vaidade, pensam que estudando comunicação irão exercer um trabalho sem rotinas. Apesar de não gostar muito de aparecer, tenho certeza que também fui influenciada por isso. Com relação a grandes salários e estabilidade empregatícia sempre tive
consciência de que não seria assim, ao menos no início.
Agradeço ao Caco Schmitt, que apesar de sempre me falar das dificuldades da profissão, por meio de sua competência e talento me inspiraram a continuar. Talvez ele nem saiba disso.
O meu pai que, mesmo sendo um profissional da área da saúde, indiretamente me influenciou a seguir esse caminho. Por ser um leitor inveterado de livros-reportagem, jornais e de tudo o que
venha pela frente, o seu pensamento crítico e capacidade de analisar problemas da sociedade me instigaram a fazer o mesmo. Ele é, com certeza, em todos os aspectos, o maior responsável pela minha vitória. Valeu Fredy! Rita Schmitt também foi imprescindível. Leitora assídua do
Canal da Imprensa, sempre analisou meus textos de forma muito especial. Coisas de mãe...
Ah! Os professores também não poderiam ficar de fora. Todos foram importantes na minha trajetória acadêmica, mas destaco os jornalistas Ruben
Holdorf e Amarildo Augusto. O primeiro por sempre acreditar em mim. O segundo por
mostrar a importância do rádio dentro do jornalismo. Não poderia deixar de agradecê-los.
Nas inúmeras vezes que estive em crise com o curso, olhar para eles me fez acreditar na capacidade que tenho. Apesar do desejo de fazer outra faculdade, sei que o jornalismo está sendo a base para a construção de projetos.
Hoje sou uma jornalista desempregada que não sabe ao certo para onde vai.
Logo que cheguei aqui, transferida da PUC/RS, pensei em alguns momentos que tinha feito a coisa errada. Hoje vejo que não. As dificuldades do começo só me fizeram crescer e, curiosamente, me deram a certeza de estar no caminho certo. O desejo de aprender línguas, conhecer novos países e partir para uma pós-graduação, com certeza surgiram dentro de mim quando já estava no Unasp. O aprendizado foi imenso.
"O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do
caráter." A frase do grande jornalista Cláudio Abramo define claramente a função daqueles que escolheram a profissão. Ousadia, trabalho e ética acima de tudo. Já, segundo Noam Chomsky, lingüista e filósofo
americano, "a imprensa pode causar mais danos que a bomba atômica. E deixar cicatrizes no cérebro". Apesar de saber dos dois lados, espero seguir o primeiro.
Nome:
Isadora Schmitt.
Nascimento: 15/06/81.
Experiência profissional: Estagiou no Diário do Campus, Canal da
Imprensa, assessoria do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, Projeto
Karajás, editora do telejornal Semana em Foco, assessoria no
estúdio RNA Design e
assessoria para evento da Igreja Adventista em Sumaré, SP. Publicou
artigos no site Paraná-Online e na Revista Adventista.
Isadora transferiu-se para o Unasp no segundo semestre de 2001, vindo da
PUC-RS.
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