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Profissões à venda

Paulo Tetzner

A grande função do jornalista é a apuração, a busca e a informação dos fatos e acontecimentos que ocorram na sociedade. Busca que não pode ter interferências financeiras, políticas e pessoais, tanto de quem apura, quanto de quem está sendo apurado.

Porém, muitos jornalistas são acusados de envolvimentos com jogadores, dirigentes e até mesmo empresários de futebol. Isso ocorre com muitos jornalistas que passam não somente a querer informar, mas também lucrar com essas pessoas usando o espaço que possuem na imprensa.

Vender imagens de atletas se tornou algo muito lucrativo no Brasil e no mundo. Os atletas - especialmente jogadores de futebol - se tornaram mercadorias. Assim, ambicionam a chance de ganhar muito dinheiro usando profissionais da mídia para vender seu próprio produto, seu talento. E estes, por sua vez, não apresentam muitas objeções. 

O locutor e apresentador esportivo Francisco Amélio Chichurra, o Tite, diz que "a ocorrência desse envolvimento muitas vezes é levada ao pouco tempo de vida útil do atleta. Eles procuram pessoas ligadas à mídia e oferecem valores altíssimos em dinheiro se conseguirem aumentar seu valor de mercado". 

"Amizade é uma coisa muito restrita. Na reportagem, o que eu faço é levar a informação jornalisticamente para quem está em casa possa tirar suas conclusões. O melhor é ser bem profissional no meio", reforça Tite.

O grande detalhe é que muitos profissionais, em qualquer que seja sua área de atuação profissional, deixam de usar a razão para usar o interesse financeiro no exercício de suas funções.

Influências sempre acontecem e continuarão se sucedendo. Mas é preciso saber até que ponto se deve deixar influenciar. E essa decisão cabe aos jornalistas, que têm a "liberdade de expressão" para escrever e falar no veículo no qual atuam.

                    

criação: lisandro staut