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Sou eu ou a mídia?

Neanis Lutzer


A cada minuto, os meios de comunicações atingem milhões de pessoas com seus dizeres, imagens, sons e movimentos. Dentre estes milhões de pessoas, as crianças fazem a maioria. Este é o grande problema para os pais e a grande solução da mídia. 

A mídia manipula. Isto é verdade. Mas ninguém vive sem ela hoje em dia. Manipulando ou não, ela é o maior e melhor veículo de comunicação do mundo. Sendo assim, é o próprio espectador quem decide se essa influência atingirá de forma positiva ou negativa.

Crianças são facilmente influenciadas. Por este motivo, os veículos de comunicação investem muito nelas. Para se saber qual destes oferece um investimento qualitativo para crianças e adolescentes, basta ver o tipo de programa apresentado. Não adianta criticar um canal de televisão, um programa ou uma revista se os pais deixam que suas crianças se exponham aquilo que não foi selecionado.

Isso lembra a palavra "educação". Um exemplo que não pode deixar de ser citado é a TV Cultura. Sua programação não atrai muita gente, mas cativa audiência suficiente para que ela continue no ar. Essa situação mostra que o brasileiro ainda se preocupa com as influências positivas dos programas televisivos.

A Cultura traz em sua tela, programas educativos para crianças. Documentários sobre animais, entrevistas com famosos dos meios literários, desenhos com fundos morais e seriados mostrando para os pequenos que ainda resta humanidade neste mundo.

Educação nos impressos

Não é somente em canais de televisão que se pode trazer benefício para a educação de uma criança. Nos jornais também existem estas raridades. Deve-se saber extrair o bom de cada mídia.

Assim sendo, a Folhinha e o Estadinho, suplementos dos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, respectivamente, também estão capacitados a participar dos veículos educativos. Neles, há eventos de peças teatrais, resenhas de livros, ensinamentos de diversas artes como o plantio e o cultivo de plantas e até alternativas para a criança fabricar seu próprio negócio (simples, de acordo com cada idade).

Antigamente, rádios também ofereciam este tipo de tratamento vip para as crianças. Mas com o advento de certas músicas e programas, em que as asneiras correm soltas, o espaço para a educação acaba por se tornar apertado. Hoje, os aparelhos de rádio são mais bem preparados para os adultos que gostam de se informar diariamente.

A internet é outro exemplo. Entretanto, mais específico. As crianças precisam ser vigiadas quanto ao que irão acessar, pois se pode achar de tudo um pouco. Felizmente, esse tipo de veículo de comunicação segue mais para o padrão "informação", em que qualquer pessoa pode escrever uma palavra a achar tudo sobre ela. Crianças preparadas para a educação qualificada, tendem a caminhar para este mesmo rumo.

Alerta aos pais

Fica para os pais o desafio de saber selecionar as mídias a serem consumidas pelos filhos. A mídia não fará seu papel sozinha. Andará de acordo com o que a sociedade pensa. A mesma terá mais influências positivas se a população opinar criticamente.

Os meios de comunicação possuem diversos aspectos que podem fazer o homem explorar seus valores. Contudo, quem decide os tipos de valores que devem ser aceitos é a própria sociedade. Se ainda perdura a educação, isso quer dizer que ainda subsiste o bom senso. A maioria das pessoas prefere não discutir a respeito deste assunto, pois consideram a mídia como um ser que pode influenciar e mudar o temperamento de uma criança.

No entanto, seu poder é tão grande que existindo mais programas como os da TV Cultura e suplementos como a Folhinha e o Estadinho, a nação mudará sua opinião. O bom senso que ainda perdura pode aumentar. O problema da mídia não é necessariamente a mídia. E sim, quem a está alimentando.

                                        

criação: lisandro staut