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Jornalismo especializado.
Uma nova alternativa


Isadora Schmitt


Realmente a imprensa está em crise. Mas qual é o ramo de trabalho que não está? Por mais que o mercado indiscutivelmente esteja saturado, sempre haverá um lugar para os bons profissionais dentro da selva de pedra do jornalismo. Os veículos especializados - opção para quem está cansado da mesmice da "grande imprensa" - são uma alternativa para quem está cansado dos veículos tradicionais que existem por aí. 

A revista Bravo!, publicada pela Editora D'Ávila talvez seja um dos principais impressos deste segmento. Preocupada em veicular matérias de âmbito cultural, o periódico tem como objetivo aliar arte à crítica social. Ao contrário do que muitos pensam, o veículo não é dedicado somente à música erudita, teatro e cinema. Ela também tem articulistas de alto nível, que debatem sobre diversos temas.

O jornalista Sérgio Augusto, autor do livro Lado B, está no time dos ecléticos que escrevem para a revista. Na obra, ele informa o conceito de ensaio - que nada mais é do que um estilo literário não ficcional. O ensaísta também deixou seu rastro na extinta e polêmica revista Bundas, outro meio especializado que surgiu para contrapor-se à requintada Caras.

Dentro do esquema da imprensa segmentada, a Editora Escala é umas das que têm buscado o seu espaço no mercado editorial. Ela edita impressos de diversas áreas como quadrinhos, tecnologia, jogos, decoração e outros. Destacam-se, entre eles, Flash, TV Brasil, Pegue & Faça e PC Turbo.

Já a Editora Símbolo, apesar de apresentar alguns impressos de cunho mais fútil, como Atrevida, Corpo a Corpo e Minha Paixão, é uma alternativa para quem prefere um estilo de jornalismo mais especializado. A revista Raça e o veículo materno Meu Nenê são algumas das opções que a editora fornece para os jornalistas.

Falar sobre política e economia não é uma tarefa fácil. Os profissionais mais entendidos do assunto geralmente procuram impressos deste segmento. A revista Primeira Leitura - apesar de não ser lida pela massa - é um meio especializado de altíssimo nível. Os que pensam que o veículo precisa ser conhecido para ser eficiente estão totalmente enganados.

A televisão aberta é a maior prova que as "generalidades" nem sempre são o melhor remédio. Sendo assim, a TV a cabo surgiu como uma alternativa para os que preferem informações mais específicas. Mesmo veiculando porcarias como a TV pública, a privada tem mais liberdade de ousar e de fazer programações de qualidade. Criada para atingir o público das classes A e B, a televisão segmentada atinge um público muito mais exigente e com maior poder de compra.

Talvez a rede de televisão mais especializada do mundo seja a Discovery. Conhecida no mundo inteiro pelos seus documentários, ela tem 14 canais e está presente em 155 países. Canais como Animal Planet, People and Arts e o carro-chefe Discovery Channel, formam alternativas que deram certo dentro do mundo segmentado.

As Organizações Globo não poderiam ter ficado de fora. Dona de inúmeros canais da televisão especializada, como a Globo News, o grupo apresenta uma programação infinitamente melhor que a da televisão aberta. O mesmo pode ser dito do canal Band News.

Com a certeza, a crise também afeta os meios especializados. Sobreviver no mercado da comunicação não é uma tarefa fácil. Porém, dentro da crise que a imprensa enfrenta, veículos segmentados provavelmente sejam no futuro a melhor alternativa para o mercado de trabalho.

                                        

criação: lisandro staut