|
|
|
editorial
| ombudsman | debate
| imprensa
mídia |
cultura | perfil |
nostalgia |
opinião
em
tempo | olho vivo | leitor
| e-mail | expediente
anteriores
| próximas edições |
inicial
Novela da vida
Não é de hoje, nem de ontem, mas de muito tempo e continuará amanhã, com certeza. Mensagens chegam via correio eletrônico solicitando uma mãozinha para uma exigência de certa disciplina, ou então visando a conclusão do TCC, vulgo projeto experimental da turma da comunicação.
Além do serviço de análise do papel da mídia, esta revista ainda esnoba atendendo dezenas de pedidos de socorro vindos de estudantes de Jornalismo apavorados porque descobriram a falta de talento para a pesquisa. Não interprete de forma absurda esse pensamento. A pesquisa é importante e vital para a vida acadêmica e profissional. Todavia, a maioria das mensagens revela pobreza de idéias, ralos conhecimentos da ferramenta lingüística, deficiência no espírito de curiosidade, criatividade.
Erros de concordância, ortografia, acentuação, pontuação aparecem às pencas. "Encontar", "aboradando", "midia", "teorico", "pesso-lhes", "elaboramdo", "celebriadades", "terorico", "feço", "niterói", "maisn" são apenas algumas amostras do universo de besteiras poluindo os textos desses garotos e moçoilas.
Interessante seria abordar o lado positivo, quando formandos buscam declarações para completar a outra ponta do trabalho desenvolvido, dicas profissionais, orientação madura. Até alunos de mestrado consultam o
Canal da Imprensa! Mas os aspectos negativos são tão fortes que se torna impossível ignorá-los.
Tanto alunos de cursos mais renomados quanto de fábricas de diploma aterrissam aqui. Um deles solicitava ajuda para se corresponder com as revistas Viva Mais e TPM e como se encontrar com seus assinantes nas cidades de Jundiaí e Indaiatuba. Eles se esquecem que
Canal da Imprensa é um veículo acadêmico e não a Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
De Porto Alegre, funcionário da Câmara Municipal solicitava "o obséquio" de enviar cópia do artigo "lido pela manhã na Rádio Gaúcha, pela Maria Amélia Lemos", sobre o MST. Duvido que tenha lido o expediente da revista, ou então acha que a Gaúcha é ouvida no interior paulista durante o dia.
Outro remeteu o currículo para ser apreciado, pois desejava trabalhar no Canal. Bem, só apreciado. Ao redigir que "coleta material para projeto teórico", conclui-se que, se manipulado indevidamente pelo indigitado, o conteúdo cause danos imprevisíveis.
dargan_holdorf@hotmail.com

criação: lisandro staut |
|