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Infiéis
Em terras islâmicas, ninguém ousaria levantar sequer o dedo indicador contra Maomé. Pelo menos aos mais audaciosos lhes
seria aplicada pena capital. Aos blasfemos, a morte.
Já no Ocidente de maioria cristã, o motivo da adoração cujo nome originou
o movimento religioso dominante, é tratado com desdém e, não poucas vezes,
serve de alvo das chacotas mais pueris. O resultado desse acinte contra o líder máximo do cristianismo se reflete nos irresponsáveis aplausos de admiradores da arte cinematográfica, literaturas de natureza duvidosa e artigos jornalísticos venais.
A passividade crítica dos prosélitos estimula o avanço dos críticos. Falta uma postura reflexiva a fim de se defender e conservar a imagem de Jesus de ataques fortuitos. O mundo cristão tem muito a aprender com o islamismo. Mesmo não crendo em Sua divindade (crêem que Ele é um profeta, abaixo de Maomé), estes respeitam
mais a Jesus do que aqueles.
Na guerra de informações no Iraque entre empresas jornalísticas de países islâmicos e cristianizados, as únicas ofensas partiram destes ao incrementarem o conflito qualificando os muçulmanos de fanáticos, representantes do mal, conectados a
satã. A única palavra com significado teológico citada pela imprensa oriental revela o pensamento a respeito dos cristãos. Quando analisado com imparcialidade, o adjetivo "infiel" cabe bem aos pseudocristãos, indivíduos aproveitadores das benesses econômicas e sociais da vida ocidental. Levianos, esses "pagãos" podem ser considerados culpados do rótulo imposto pelo islamismo não-esclarecido.
Nada de discriminação religiosa. O preconceito de crença se afina com a mais vil ignorância cultural. Deve-se conservar, estimular e lutar pela preservação das liberdades básicas dos cidadãos.
A injúria gratuita e a difamação inconseqüente têm de ser combatidas e exterminadas.
dargan_holdorf@hotmail.com

criação: lisandro staut |
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