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Observações de uma futura comunicóloga

Achei realmente muito bom o artigo "Brava imprensa, a brasileira?". Ela (a imprensa) tem melhorado cada vez mais na qualidade de matérias e de profissionais até porque tem crescido o número de leitores. Mas deve ser levado em conta que na época que o jornal impresso chegou ao Brasil, os leitores eram em sua grande maioria mulheres, não trabalhavam e aquelas que sabiam ler tinham como única atividade a leitura. Por isso a necessidade de se publicar tantas "inutilidades" como receitas de bolos, fofocas a respeito dos príncipes e da corte portuguesa e os famosos romances escritos por autores boêmios e marginalizados, hoje reconhecidos como mentes brilhantes, caso de Memórias de um Sargento de Milícias, de Manoel Antonio de Almeida, publicado em 48 folhetins semanais. Logo, se conclui que não era tão ruim assim a imprensa e também nem tão esporádica como foi dito.

Mas se formos analisar matérias anteriores do mesmo articulista e as informações citadas acima talvez seja essa a razão da imprensa no período colonial ser tão "deficiente". Mesmo com a homogeneidade (de profissionais) no jornal falado e impresso ainda há alvos a serem alcançados. Antigamente os marginalizados não tinham acesso à educação e hoje os que a possuem não têm o menor interesse pela cultura e pela informação. Vocês como futuros jornalistas terão muito o que fazer para chamar a atenção destes...

Parabéns pelo belo trabalho que realizam. O Canal da Imprensa tem sido de muita valia não só para a formação profissional de quem o produz mas também para quem o lê. Num País onde se pensa logo em censura quando se fala em imprensa, o que reina mesmo é a falta de qualidade em jornais e revistas que apenas publicam o sensacionalismo e muitas vezes matérias sem o mínimo de credibilidade. E é exatamente aqui que encontramos essas qualidades.

Infelizmente, ainda não sou uma universitária como vocês. Justamente por isso sempre tento acompanhar esse excelente trabalho para me manter sempre informada e o principal é que essa informação vêm com qualidade. Mais uma vez parabéns e continuem com tanta "inspiração".

Aline Chetskarika, estudante em Curitiba

Leia também
Brava imprensa, a brasileira  (4/9/03)

Quero colaborar!

A última edição do Canal está maravilhosa. Por favor, mandem-me temas das próximas edições, pois teria imenso prazer em participar na editoria "Opinião".

Adriana Rebelo, formanda de Jornalismo do Unigran, no Rio de Janeiro

Ainda Dines e Observatório

Sem a citação expressa das frases do Dines, as afirmações dos estudantes soam arrogantes. Eles, sim, não têm maturidade alguma para julgar a maturidade de um pioneiro da crítica da mídia! Têm que comer muito feijão com arroz antes.

Quanto ao ombudsman do OI: o mínimo que podiam ter feito era nos avisar que o Observatório estava sendo observado pelos estudantes. Adoramos ser observados, ainda mais no ambiente estudantil.

Marinilda Carvalho, editora assistente do site Observatório da Imprensa

NR: Conforme a sugestão do ombudsman e do editor-chefe, a declaração de Alberto Dines à Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) foi adicionada ao texto "'Promotor' da imprensa. Os outros artigos mantêm-se inalterados.

Leia também
Ombudsman dos ombudsman  (21/8/03)
"Promotor" da imprensa  (21/8/03)
O observador da imprensa
(21/8/03)

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criação: lisandro staut