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Segundo
momento? Pacifismo?
Não vejo de
jeito nenhum que estejamos no segundo momento da Guerra do Iraque, como
defende o artigo "Iraque, novo Vietnã?". Este é o primeiro
momento de uma nova guerra; o segundo momento do 11/9 já rolou: a mídia
fez mea-culpa geral do adesismo imediato. Também não existe
qualquer onda de pacifismo: a mídia americana aderiu praticamente em peso
a Bush.
Marinilda Carvalho, editora assistente da revista eletrônica
Observatório
da Imprensa
NR: O
Canal acredita que se a guerra do Vietnã não for considerada uma coisa só (ao contrário do que
o articulista sugeriu, pois assume a teoria de que essa é uma política de ataques preventivos contra regimes que sejam ameaças terroristas na visão estadunidense
iniciada em 11/9) não há muita coerência em considerar o início dessa guerra como o segundo momento.
A mea-culpa que a leitora menciona seria uma característica de que o segundo momento já
acontecera. Mas se a ótica do articulista for assumida e essa guerra for considerada como uma continuação da que ocorreu no Afeganistão, a onda de pacifismo da opinião pública pode ser comparada com o movimento antiguerra assumido pela imprensa dos
Estados Unidos. Assim, o segundo momento pode ser o início da guerra.
Quanto à
onda de pacifismo, o Canal acredita que, sem o vigor do
"protesto" realizado na década de 70, a imprensa está dando
considerável razão à opinião pública e à onda pacifista. Mas por
causa de oportuno comentário da leitora, vimos que no primeiro parágrafo
do intertítulo "Bush versus Saddam", o certo seria dizer
que a onda de pacifismo acomete a opinião pública e influencia a
imprensa. Dizer que a imprensa agiu a favor do pacifismo realmente
é demais.
Leia também
Iraque,
novo Vietnã? (20/3/02)

Congratulações
Congratulações à autora da entrevista com o Silio Boccanera. A
repórter fez indagações mui pertinentes a ele. Parabéns! Sugiro que o Canal
entreviste Maria Lydia Flandoli (âncora do Jornal da Gazeta e
comentarista do Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes), Mônica
Waldvogel (uma das debatedoras do programa Saia Justa, do GNT) e Cléo
Brandão (locutora do Transnotícias, da Rádio Transamérica).
Renato Moreira
Kloss, jornalista em Curitiba
Leia também
O
valor da informação (20/3/02)

Autópsia
de Veja
O bravo autor do artigo "Uma razão imperialista", sobre a
revista Veja, parece um legista ao fazer uma necropsia. Nos presta um grande serviço, pois esquadrinha com precisão um sem-número de preconceitos e mentiras disseminados pela revista. E nos livra do exercício penoso de ler, semana após semana, esse tipo de imprensa marrom.
Já assinei Veja há muitos anos, quando a revista talvez fosse apenas um pouco pedante. Isso não chegava a ser um problema grave, pois ela cobria satisfatoriamente lacunas dos jornais diários. Depois todos pioraram. A revista não entra em minha casa há muitos anos. Tenho aqui uma estaca de madeira e um martelo ao alcance da mão, e saberei identificar Drácula de imediato: ele terá um exemplar
de Veja debaixo do braço.
De agora em diante será divertido mostrar os malabarismos que farão as espiroquetas
de Veja para explicar aos leitores porque, entre outras coisas, o povo do Iraque não recebeu seus "libertadores" de braços abertos. É verdade que as espiroquetas e seus patrões parecem seguir apostando na velha máxima de um empresário norte-americano: "Nunca ninguém perdeu dinheiro por subestimar a inteligência do público". Mas outro norte-americano, mais sábio e talvez menos imediatista, dizia que não é possível enganar todo mundo o tempo todo.
Rogério Furtado,
jornalista
Leia também
Uma
razão imperialista (20/3/02)
Ainda
o caso das costelas
Só existe uma explicação para o autor do artigo "Minhas costelas doem":
o despeito e a inconformidade com o crescimento da mulher na mídia, talvez
até o medo de não superar a concorrência.
Loriza
Kettle, estudante do 2º ano de Jornalismo do Unasp
Leia também
Minhas
costelas doem (6/3/02)
Méritos
e sugestões
Parabéns por esse projeto. O mérito não é pela originalidade da idéia, mas sim pela iniciativa de se debater dentro da universidade um assunto tão importante no contexto atual.
Só uma crítica quanto ao layout: a página principal poderia ser mais "compacta". Ficar rolando a página para encontrar os menus não é legal. Além disso, a seção "Quem Somos" deveria ter mais destaque; para quem entra pela primeira vez, fica meio estranho, não é óbvio a idéia do site numa primeira leitura.
Carlos Corrêa, aluno de Ciências Econômicas na Universidade Estadual de Campinas
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