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Lambanças
2004
Aguardada o ano inteiro, a edição de Lambanças se torna uma tradição da revista
Canal da Imprensa. Em sua terceira versão, ela revela de modo escancarado, até mesmo escandaloso, o quão chocante é o mau-trato dispensado pelos alunos de Jornalismo à língua-mãe. Acrescidos às pérolas de "nenhum valor", os comentários depreciativos. Que os autores e as vítimas acordem para a realidade e sintam a necessidade urgente de dominar o vernáculo pátrio. Boa leitura, não! Ria, ou chore, com as frases abaixo.
Os que permaneceram presenciaram uma má
governação. (Só sobrou jeca no mundinho do articulista)
... é uma seqüência de brutalidades e chassinas de inocentes...
(... agressões e atentados ao pudor contra a mais inocente das vítimas, a língua
portuguesa)
... Algo tão presente, que um apresentador negro na ancoragem despertou repercuções em todo o país.
(Realmente, repercutiu um bocado aqui na Redação)
Horódoto Barbeiro. (Quem cometeu barbeiragem, uma verdadeira barbaridade contra o aclamado jornalista, foi a bárbara estagiária da
revista)
...por trás dos bastidores... (De novo? Deve ser pela frente)
...segue o jornal impresso com 18,8% da audiência... (Será o USA
Today, a televisão de papel?)
Sem querer, sua mente pode ligar este nome a um astro dos cinemas, Harry Porter.
(ABRA A PORTA E CAIA FORA DA REDAÇÃO)
Melhorar o Brasil, para que esses jovens não percam tempo para se tornarem ótimos
cidadões no futuro. (... mesmo que agridam sem dó a gramática)
Analisando a revista Isto É, notei, com triste pesar... (O quê? A IstoÉ
abriu uma sessão de falecimentos? Você também não queria que fosse "alegre pesar" ou "triste prazer"? Que desgraça!)
O juiz Paulo Rodriguez, da 35.ª zona eleitoral, declarou nulas e sem nenhum valor duas pesquisas eleitorais publicadas pela revista.
(Com certeza, essas pesquisas não valem coisa alguma)
Será que ainda existe alguma forma de confiar nas notícias? Atenção para aqueles que acreditam totalmente na mídia, tome cuidado.
(As Lambanças são verdadeiras, as Lambanças são verdadeiras, as Lambanças são verdadeiras, as Lambanças são verdadeiras, as Lambanças são verdadeiras, as Lambanças são
verdadeiras...)
Contudo, mesmo assim, tende a mostrar nas entre linhas mais as falhas da administração do país do que suas qualidades.
(Antes de falar mal do vizinho, enxergue-se. Não precisa se enxergar no espelho, basta colocar os olhos sobre o seu
texto)
Assim começa a obra de Mário Sérgio Conti, Histórias do
Planalto. (Assim termina a sua carreira de biógrafo)
Por isso é preciso ir com cautela para não dar POW. (Pau na sua
nota!)
Obeservatório. (Ah, se a tia Marinilda e o vovô Dines vêem uma coisa
dessas!)
Censsura na terra latina. (Você tem toda a razão. A Redação precisa censurá-lo. Falta-lhe muito senso. De acordo com o censo, você se encontra entre os analfabetos
funcionais)
Mas incontroversa, não é claro a posição. (Uau, que clareza de idéias!)
Se for realmente aprovado o CFJ, "acabou-se o que era doce".
(E a gente se fuldoce!)
Manchetes sem nuança de ironia e matérias pautadas pela imparcialidade endossam assuntos relacionados à dívida externa, apoio à base governista, política internacional e eleições 2004.
(Seu futuro o aguarda no curso de Ciências Sociais da Unicamp, caro
colega)
O importante é que se digamos de qualquer maneira à coisa que acontecem ao nosso redor...
(Muitas coisas, fatos terríveis ocorrem ao nosso redor. Você está repleto de razão)
Entretanto, a situação dos produtores também é lembrada quando Mota diz que "a imprensa não pode ser apenas uma árvore que dá sombra. Precisa produzir frutos. Não os
podres frutos do lucro exorbitante como resultado do 'custe o que custar'".
(Joga "fruto" na Geni...!!!)
Quem não andar na linha vai sofrer penas aplicáveis por inflações
disciplinares. (Não sei qual é a pior: inflação ou infração. Contudo, prefiro caminhar fora da linha e sofrer as sanções do
que andar na linha e ser atropelado pelo trem da correção
gramatical)
... sofrer influência do livre mercado, da livre competição, da marketização, da estetização, da pluralidade, do
globalismo e da publicidade... (e do essebetismo, recordismo,
bandeirantismo, culturismo, errebeessismo, etcetrismo, etc. e talismo!)
"Muito mais vida por metro quadrado", esse é o slongan do projeto.
(Deve ter sido antes do banho no chuveiro de Auschwitz)
Numa análise das 25 variações do jornalismo geneticamente
modificado. (Cuidado! Falem baixo. Se o governador Roberto Requião ouvir, vai querer proibir a entrada dessa nova categoria de jornalismo no Paraná)
São obrigados, por sua própria empresa, a sitar publicidade e fazer propaganda em meio.
(... em cima, embaixo, no início, no final...)
Os veículos do Sul brasileiro passam a mensagem um pouco menos voltado aos norte-americanos, mostrando o "outro lado". Enquanto que o
veículo da capital fica indeciso quanto ao seu posicionamento, através do "mas".
(citado numa monografia de Projeto Experimental em Jornalismo, referindo-se ao Jornal do Brasil, do Rio).
(Quem foram os professores de História e Geografia dessa criatura?)
Nancy levara um tiro na nunca. (Ou seria na "buda"???)
Na época seu impacto teve repercurção devastadora sobre o que se pensava e passou-se a pensar sobre os rincões brasileiros.
(Repercutiu mal, mesmo!)
Exímio historiador, ele passa a atuar como Delegado de Polícia. (Além de considerar o "delegado" um divino
ser...)
Outro fator importantíssimo que o Jornaleko aborta é a questão da segurança dos operários, que possui sua própria organização conhecida como
Cipa.
(Tem redator pedindo "por favor" para abortá-lo do Canal)
O aprendizado é eterno enquanto você continua vivo. (Portanto, mãos à obra
articulista)
Então dê o primeiro passo e comesse do começo. (Lá do ensino fundamental, sobretudo Língua
Portuguesa)
Estado de Massachuscetes. (É do Peru ou é do cachucetes...???)
... começou a estagiar nos estúdios da Rádio CBN de
Uirapuru, onde ficou até o final de 2004... (articulista relatando
o currículo da formanda Charlise Alves, tentando citar a Rádio CBN de
Mogi Mirim. Deveria ser assim: "CBN Uirapuru, a rádio que imita a
voz do pássaro cancioneiro do sertão". Ah, se o Butti lê isso!)
... argumenta o professor Kenny
Kosovisky, participante da banca. (É isso o que acontece
quando o aluno falta muito às aulas e sequer conhece o professor)
E
ATENÇÃO PARA A CAMPEÃ
... para produzir um produto cada vez "melhor" e independente
(cada um cu seu). (Com certeza, nada de dar pra ninguém)
criação: lisandro
staut
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