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O preço da liberdade

O 15.° Dia Internacional de Suporte aos Jornalistas Presos foi dedicado pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) a dois jornalistas franceses seqüestrados no Iraque, Christian Chesnot e Georges Malbrunot. A RSF está em campanha para a libertação de todos os 198 jornalistas presos ao redor do mundo por exercerem sua profissão. Mais de 200 veículos de comunicação em todo o planeta adotaram um dos prisioneiros e noticiam sua situação constantemente. Essa iniciativa visa não deixar que esses profissionais sejam esquecidos. Muitos jornalistas pagam um grande preço pela liberdade de imprensa. 

Censura ucraniana

Os jornalistas ucranianos promoveram um abaixo-assinado contra a censura imposta pelo governo à imprensa. Durante a campanha eleitoral que aconteceu no país, as redações receberam até instruções específicas de como conduzir a cobertura de certos assuntos. A Federação Internacional de Jornalismo acredita que os revoltosos conseguirão resultados, mas que a situação de liberdade de imprensa ainda é muito séria. Mais de 300 jornalistas já assinaram o documento se recusando a fazer cobertura parcial e reivindicando condições aceitáveis para o trabalho.

Premiados desaparecidos 

O evento de entrega dos prêmios que o Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ) concede foi, no mínimo, interessante. Dois dos premiados são os escritores e cineastas de documentários birmaneses, Aung Pwint e Thaung Tun, que estão presos desde 1999. O terceiro é o editor da Forbes, Paul Klebnicov, que morreu na Rússia. A homenagem foi póstuma. Vários outros jornalistas que sofreram censura e atentados também foram premiados. É o CPJ lutando na defesa pela liberdade de imprensa.

Prêmio para sudanês 

Mahjoub Mohamed Salah, co-fundador e editor-chefe do mais antigo jornal independente do Sudão, ganhou o Golden Pen of Freedom de 2005, prêmio anual de liberdade de imprensa dado pela Associação Mundial de Jornais (WAN). A WAN defende a liberdade de imprensa e representa jornais por todo o mundo. Salah foi participante ativo na formação da imprensa sudanesa e é membro fundador da Federação de Jornalistas Árabes e da União dos Jornalistas Africanos. A premiação está marcada para 30/11 no congresso da Associação e o Fórum Mundial de Editores em Seul, Coréia do Sul.

Genocídio

Estimativas mostram que nos últimos dez anos, mais de 1.200 jornalistas foram mortos, sendo dois terços destes em seus próprios países. Só em 2004, mais de cem jornalistas foram mortos ao redor do mundo, e há cada vez menos profissionais dispostos a se arriscarem nas zonas de conflito. Em vista disso, uma verdadeira "indústria de segurança" vem sendo desenvolvida entre associações de mídias globais, especialistas em treinamento e serviços de aconselhamento. Somente nos conflitos do Iraque, 60 foram mortos desde o ano passado. É o momento de exigirmos mais segurança e respeito. Quem pode exercer o jornalismo desse jeito?

Greve na Reuters 

Os funcionários da Reuters ameaçam entrar em greve para protestar contra as possíveis demissões que a agência pretende fazer. Ao que tudo indica, a sede da empresa será transferida para Bangalore, Índia, a fim de diminuir os gastos. A greve pode afetar a prestação de serviços da agência, como o de notícias em tempo real, altamente usado. A Reuters emprega hoje 2.300 jornalistas, sendo 400 em Londres, e um total de 14.700 funcionários ao redor do mundo. O corte de gastos advém de uma queda na venda de notícias. A empresa enfrenta um projeto de reestruturação visando uma economia de 440 milhões de libras até o final do ano que vem.

Canal de terrorismo

O ministro da Defesa do Iraque, Hazem Shaalan, disse em entrevista ao jornal árabe Asharq Al-Awsat, sediado em Londres, que a emissora de TV Al Jazeera é um "canal de terrorismo". A emissora é acusada de incitar a violência e é criticada por transmitir filmagens "exclusivas" de militantes islâmicos, entre as quais estão os famosos "pronunciamentos" de Osama bin Laden. Segundo Shaalan, um dos diretores da emissora possui contatos de família entre os terroristas da Al-Qaeda, e, por isso, tem tanta informação. O ministro terminou dizendo: "Que Deus amaldiçoe todos aqueles que aterrorizam os cidadãos iraquianos, sejam eles jornalistas ou o que forem."
               
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por Andréia Moura