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Quatro séculos de jornalismo
A Associação Mundial de Jornais aceitou como verdadeira a evidência oferecida pelo
Museu Gutenberg de que, em 1605, o primeiro jornal do mundo foi produzido por Johann Carolus, em Mainz, na Alemanha. Os jornais eram escritos
à mão a princípio e vendidos a bom preço para assinantes ricos. Martin Welker, o fundador do Museu Gutenberg, e seu parceiro, Jean Pierre, garantem que as cópias manuscritas já circulavam em 1604. Carolus adquiriu uma prensa e começou a distribuir cópias do jornal que se chamava
Relationen. A data conhecida como a do nascimento do jornalismo era até então 1609, ano em que as edições mais antigas foram impressas. O ano de 2005 faz o
400.° aniversário do jornalismo, e será comemorado em julho. Estará exposto no Museu Gutenberg a história da instituição que há quatro séculos acompanha e registra os acontecimentos mais relevantes do dia-a-dia.
Mudando de estratégia
A Comissão Permanente do Conselho de Ministros
de Angola aprovou uma estratégia para o desenvolvimento da comunicação social para o triênio 2005/2007, que ocasiona transformações devido a sua modernização.
De acordo com o comunicado citado pela Angop, o objetivo principal desta estratégia é "delinear as ações necessárias que promovam transformações significativas a curto
e médio prazos na comunicação social, tanto na pública como privada, quer no domínio das tecnologias utilizadas quer nos produtos resultantes da sua atividade".
No final da reunião da Comissão Permanente, o ministro angolano da Comunicação Social, Manuel Rebalais, considerou que poderá existir uma informação "mais
responsável" caso "se consiga modernizar os órgãos de comunicação social e se a sua expansão
ocorrer no contexto nacional".
Liberdade
Após um mês de cativeiro, a jornalista italiana Giuliana Sgrena foi liberta no Iraque. Enquanto a viatura a conduzia ao aeroporto de Bagdá, foi atacado por soldados norte-americanos, atingindo Sgrena no ombro. Sgrena tinha sido raptada
em 4 de fevereiro por um grupo de homens armados à saída da Universidade de Bagdá, onde
elaborava um trabalho sobre os refugiados de
Falluja.
Prêmio de
"família"
A jornalista Bárbara Wong, do
Público, venceu o prêmio atribuído pela Coordenadoria Nacional para os Assuntos da Família, juntamente com o Instituto de Comunicação Social (ICS) ao melhor trabalho realizado por comunicadores
portugueses sobre o tema "A família na comunicação social". Bárbara Wong
recebeu cinco mil euros atribuídos pelo trabalho "O homem na sala e na cozinha",
publicado em 19 de março de 2004. As jornalistas Sônia Morais Santos, do
Diário de Notícias, Ana Cristina Pereira, do Público, e Filipa Sereio, da TVI, receberam menções honrosas, respectivamente pelo artigo "Começar com o
pé esquerdo", pelo trabalho "Meninos de ninguém" e pela peça "Caminhos da
sabedoria".
Notícia de
blog
Após pressões causadas por uma notícia publicada no
blog forumglog.org, Eason Jordan, chefe executivo da televisão norte-americana CNN, pediu demissão. Durante o Fórum Econômico Mundial que ocorreu em Davos, Suíça, Jordan afirmou que o exército dos Estados Unidos
assassinou 12 jornalistas durante a invasão ao Iraque. Jordan não tinha provas concretas, então recuou
da suspeita. Pouco depois, o blog publicou a veracidade do fato ocorrido na Suíça. Outros
blogs se uniram e exigiram a demissão do chefe executivo pelo antiamericanismo que demonstrou com a acusação. Tamanha pressão resultou na saída de Eason Jordan da CNN.
*Por
Caroline Ferraz e Eduardo Valiante
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