editorial | especial | debate | imprensa em foco| links
mídia eletrônica 
| cultura | perfil 
olho vivo 
canal do leitor | e-mail | expediente

anteriores
| próximas edições |
inicial


175 anos de conspirações

Todos desejam ser livres. No entanto, liberdade não se compra em qualquer lugar, tampouco no açougue. Liberdade se garimpa com sangue, suor e lágrima. É como uma pedra bruta que precisa ser lapidada delicadamente até se tornar num precioso diamante. Não se pode dizer que se alcança a riqueza e a fartura pela tal liberdade. Apesar de muitos afirmarem incontestavelmente que são plenamente livres, não passam de vítimas do poder manipulador das massas, no jogo de domínio daqueles que pretendem assumir o poder político, econômico e social.

Década após década a sociedade continua a lutar pelo êxodo, pela virada, onde sua opinião não será mais censurada e seus interesses não mais estraçalhados. Embora a liberdade democrática esteja em pedaços, sempre existem resquícios de um plano de fuga idealizado, assim como disse Líbero Badaró ao ser baleado em 1830: "Morre um liberal, mas não morre a liberdade."

Censura, perseguição, prisão, tortura, sangue e morte envolveram esta negra história de guerra social. A próxima edição do Canal tratará dessa tal liberdade, que nunca pode fazer o que queria, mas o que exigiam. Contará, também, a saga dos grandes idealistas como Júlio de Mesquita e o próprio Badaró, além de resgatar a história da imprensa brasileira e a conspiração erguida contra ela. Temas como ameaças à Folha de S. Paulo, censuras ao Correio Braziliense e ao Estadão, manipulações a assessorias de imprensa, ilegalidade na Radiobras e na distribuição de concessões de rádio e televisão, também serão abordados na próxima edição.

Os 175 anos de Líbero Badaró debaterão a credibilidade da mídia em relação à sociedade, quando a imprensa alega ser vítima dos poderes constituídos, muitas vezes, contrários ao cidadão. O jornalismo é vítima de inimigos reais, como a censura, ou o jornalismo se faz de vítima? Onde se encontra o muro de separação entre o jornalismo esperado pela sociedade e o praticado em benefício de poucos?

Aqui vale a máxima. "O preço da liberdade é a eterna vigilância." Acesse e confira. Afinal, você não vai querer ser mais uma vítima nessa história, vai?