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Nada
de crise
Curiosamente, eu também fiz um trabalho sobre
Superinteressante há quase 10 anos. Bom, o que eu penso sobre isso. A ciência vive numa crise eterna. Esse movimento é o diferencial... Agora, o jornalismo científico em crise? Por quê? Não entendi. Pra mim, o jornalismo de Super e de outras revistas está mais voltado ao mercado. Portanto, não vejo uma crise e sim uma certeza de que o jornalismo para massas tem de chamar a atenção. Veja só um outro exemplo de revista de divulgação: A Pesquisa da Fapesp... a configuração é diferente, mas será que os interesses são?
Alessandra
Carvalho,
professora de Comunicação no Espírito Santo.
Por outro lado...
Puxa, como ficou boa a edição sobre Jornalismo Científico. Estou copiando para ler com calma: tem coisa pra caramba. Parabéns a toda a equipe.
Wilson Bueno, professor da
ECA/USP.
Sem
fanatismo
É um assunto até polêmico, pois hoje em dia alguns membros da área científica tem abordado a espiritualidade, como Amit Goswami e Fritjof Capra, e até o Rupert Sheldrake tem feito experimentações científicas. Nesse caso, a abordagem por uma publicação científica não teria problemas, mas naturalmente irá esbarrar em preconceitos. Particularmente, acho que a
Superinteressante abordar a religião poderá levar a discussões perigosas, pois ela será confrontada numa comparação com a ciência tradicional e a religião. Ao menos, na minha opinião, não tem essa idéia de se digladiar com a ciência, pois são áreas diferentes de conhecimento.
Luciano Henrique,
empresário e criador da Comunidade Ciência sem Fanatismo, do
Orkut.
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