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O preço
da opinião
Foi
condenado pela justiça de Goiás o radialista Jorge Reis da Costa, o
Jorge Kajuru. Ele foi acusado de difamação por chamar a emissora de
Televisão OJC, Organizações Jorge Câmara, de oportunista pela forma
que teria obtido exclusividade na transmissão do Campeonato Goiano de
Futebol. O radialista alegou que foi condenado porque seu advogado demorou
a entrar com o recurso no Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Este foi o
101º processo sofrido por Kajuru e a sua primeira condenação
definitiva.
Retrocesso
na liberdade
A Associação Nacional de Jornais
(ANJ) condenou as iniciativas tomadas pelo governo da Venezuela. O governo vinha punindo a duros
golpes as críticas feitas pela imprensa. Foram aprovadas diversas leis que resultaram na prisão, por difamação, da jornalista Patrícia Poleo, do jornal
El Nuevo País. Para a Federação Internacional de Jornalistas
(FIJ), a obstrução à crítica legítima e opiniões contrárias contradiz os direito de liberdade dos jornalistas, segundo o artigo 19 da Declaração dos Direitos Humanos e o Acordo Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, subscritos pela Venezuela em 1978.
Governo aberto
O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal quer tornar as emissoras TV Câmara e TV Senado em emissoras abertas, informou o jornal
O Estado de S.Paulo. Com o objetivo de democratizar a informação, o sindicato alegou que as camadas sociais desprivilegiadas também devem ter o direito de saber o que acontece no Congresso Nacional. Atualmente, as TVs são restritas apenas a quem possui TV a
cabo. Além da divulgação política, as emissoras apresentam uma programação diversificada como documentários e programas educativos.
Honra ao
mérito
Na comemoração do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa 3/5, o Sindicato dos Jornalistas (SJ) lembrou as torturas físicas e psicológicas sofridas pelos jornalistas no decorrer de suas carreiras. Esses foram os primeiros a receber homenagens, seguidos pelos profissionais que ainda são perseguidos por lutarem pelo direito da liberdade de expressão e imprensa. O SJ ressaltou
que os direitos autorais dos jornalistas deve ser regulamentado, bem como a aprovação de uma lei da entidade reguladora do setor que contribua para a defesa da liberdade da imprensa.
Informação
gratuita
A edição de 2/5 do jornal
The Boston Globe foi destaque do jornal The Examiner. O veículo foi homenageado pelo modo peculiar com que divulga as notícias locais, de celebridades e esportes. Com um visual chamativo e artigos opinativos conservadores, é distribuído sem nenhum custo nas casas de famílias de alta renda - o que interessa especialmente aos anunciantes. "Em um mercado onde a indústria jornalística está tão calcificada, é preciso repensar como fazer negócio", afirmou o editor-chefe do veículo. O
Examiner pertence ao bilionário Philip Anschutz, que já é dono da marca em mais de 60 cidades norte-americanas.
Ciberinjustiçados
O Irã foi considerado o pior local para a
disseminação das páginas na Internet dos jornalistas “blogueiros”.
Segundo a organização Repórteres sem Fronteiras, o Irã vem “fechando
o cerco” para os jornalistas. Na cidade de Quom a situação é grave.
Pelo menos três blogueiros estão sofrendo pena desproporcional à seus
atos. Um deles foi acusado de “atacar a segurança do Estado”. Todos
foram presos por criticar o governo iraniano em seus blogs.
Alta
lucratividade
Com o cultivo da indústria “bisbilhoteira”, os artistas de Hollywood estão na mira dos “aterrorizantes” paparazzi.
Estimulados pelo faturamento aproximado de 500 mil dólares pelas fotos
dos atores Brad Pitt e Angelina Jolie, pagos pela revista US Magazine
na semana passada, pessoas por todos os cantos estão tentando
fotografar algum momento íntimo das celebridades. Preocupado com essa
“nova onda”, o ex-editor de fotografia da New
York Times Magazine disse que há tantos paparazzi nos dias de hoje seguindo as mesmas celebridades,
que algumas pessoas temem que aconteça outra tragédia semelhante ao
ocorrido com Lady Di.
Ditadura
literária
O livro Na toca dos leões, do jornalista Fernando Morais, que conta a história da agência de propaganda
W/Brasil teve sua circulação vetada pela Justiça. A medida foi tomada
pela acusação do deputado federal Ronaldo Caiado, de Goiás, que afirmou
ser o depoimento que Morais atribui a ele no livro é falso. A Justiça deu 20 dias para os livros serem retirados das livrarias.
A Academia Brasileira de Letras afirmou não aprovar a atitude do deputado. "O deputado Ronaldo Caiado deveria processar o autor, mas não entrar na Justiça com a intenção já determinada de confisco de uma obra", afirmou. Fernando Morais estava na França quando foi informado pela equipe de reportagem do
Jornal Nacional sobre o veto.
*Por
Danúbia Guimarães
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