editorial | especial | debate | imprensa em foco| links
mídia eletrônica 
| cultura | perfil 
olho vivocanal do leitor | e-mail | expedientenostalgia |

anteriores
| próximas edições |
inicial



Incentivo à leitura 

Acabo de conhecer o Canal da Imprensa. Gostei muito da pauta sobre as revistas voltadas para o público adolescente. Durante minha adolescência lia não apenas a Capricho, mas também Atrevida. De alguma forma, foram essas revistas que despertaram meu gosto pela leitura, pois eu me identificava com os temas abordados. 

Além disso, ao usar uma linguagem específica para os jovens, essas revistas aproximam-se cada vez mais do público, e, muitas vezes, são a principal fonte de informação sobre assuntos relevantes como sexo e drogas. 

O que preocupa é quando as revistas juvenis tornam-se a única leitura da garotada. Uma boa boa formação precisa unir diversos tipos de fontes como livros e jornais. O olhar do jovem deve estar atento para o que faz parte de seu universo, de seu cotidiano, mas nunca pode se fechar para outros 
"mundos" que existem além do dele. Parabéns. 

Aline Granja 
Jornalista, 
Pós-Graduada em Comunicação Empresarial e Assistente de Conteúdo do website da Universidade Veiga de Almeida (www.uva.br)

    
     

" Entre afagos e pontapés"

Com relação a matéria "Entre Afagos e Pontapés" (25º edição, "Lula no tribunal da imprensa"), acerca da revista Veja e as suas tendências anti-petistas, é preciso salientar que a matéria foi fraca por não definir parâmetros do bom jornalismo. A ideologia liberalista de Veja, e ao mesmo tempo conservadora, atenta contra o fato em si. Ora, exaltando e fazendo "tempestades em copo d´água'', ora omitindo a notícia, selecionando apenas o que lhe interessa.

Bom jornalismo deve ser factual dando ao leitor a possibilidade de tirar suas conclusões e, não impondo um ponto de vista mercadológico de uma pseudodemocrácia onde "manda quem pode e obedece quem tem juízo!" Pois, quando leio Veja é assim que me sinto, ela dispara contra todos que se oponham a seus princípios num claro devaneio segregacionista e preconceituoso. Assim como sabemos que democracia e neoliberalismo só se encontram em termos e contextos específicos. Democracia para minimizar o estado, mas não para maximizar o povo excluído. Democracia para ouvir veículos sujos de comunicação, mas não para fazer ouvir quem não tem voz!

Concluo que Veja tem o direito de expor sua opinião, mas não o de alienar uma enorme massa de leitores e de suprimir a opinião alheia num tipo pós-moderno de censura imposto pelo poder das prensas. Isso não é certo. Nenhuma falácia pode justificar. É jornalismo marrom e não pode ser enaltecido. Não pode ser visto como uma peculiaridade, exatamente porque distorce o fato em favor de princípios pessoais e agride as mais diversas comunidades.

Bebeto Maya
 
                    
      


Concordo com o leitor quando ele afirma que "a revista Veja dispara contra todos que se oponham a seus princípios" - essa premissa, aliás, esta exposta no texto. No entanto, ela não é a única que faz isso; suas concorrentes seguem a mesma linha de raciocínio ao perfilar suas pautas. Se isso é bom ou mau jornalismo? Cabe a seu público-alvo julgar. Ao que parece, pela tiragem de Veja, o leitor aprova a maneira com que a revista conduz os temas. Digo mais: compra Veja exatamente por sua postura liberal e preconceituosa em relação a determinados temas. Um tema controverso, sem dúvida. 

O que eu penso a respeito dessa postura? Almejo o dia em que o mercado de revistas abra espaço para uma revista que cultive seus próprios princípios, mas que, independente disso, saiba dar voz a seus opositores. No momento, contudo, Veja, Carta Capital, IstoÉ e Época, sem citar as segmentadas, estão todas no mesmo patamar: falam por si mesmas, cada uma com sua - como diria? - peculiaridade.

Fernando Torres,
autor da matéria.
                           


Para entrar em contato com o Canal da Imprensa, consultas sobre informações do site e ou    sugestões, envie sua mensagem para o e-mail
 

canaldaimprensa@yahoo.com.br