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É ritmo
de festa!
Foi aberto o processo seletivo para eleger os 100 novos
jornalistas que formarão a nova equipe do SBT. Caberá ao recém
contratado, Luiz Gonzaga Mineiro, (ex–Record), diretor de jornalismo,
selecionar os candidatos. Para facilitar a pré-seleção dos currículos,
o jornalista, e também professor da PUC-SP, Marcos Cripa, sub-chefe de jornalismo, aconselha os aspirantes à nova casa que especifiquem
o cargo desejado. "Vamos precisar
de jornalistas em várias áreas, desde a escuta até a pauta. Por isso,
peço aos interessados que especifiquem no e-mail qual área gostariam de
trabalhar". As contratações não param por aí. Depois de Ana Paula
Padrão, Silvio Santos quer Paulo Henrique Amorim e o jornalista Luciano
Facciolli, ambos da TV Record.
Direito
negado
Foi
suspenso temporariamente o direito de resposta de uma das maiores organizações
de igrejas afro-brasileiras, concedido no início do ano pelo Superior
Tribunal Federal. A organização acusa a Igreja Universal de “intolerância
religiosa” em “constantes ataques” em seus programas exibidos pela
rede Record e TV Mulher. O direito de resposta concedido pela justiça
deveria ir ao ar nesta semana, durante sete dias, em ambas as emissoras,
no horário reservado à programação da igreja. Na nota em resposta
estava confirmado a presença de mais de cem pais-de-santo e outros 80
representantes de diversas religiões. A atração seria comandada pelo
cantor Tony Garrido e a atriz Maria Ceiça.
Qual saco?
Uma infeliz declaração do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva causou uma tensão diplomática
entre o Brasil e a Argentina. Em matéria divulgada no dia 31 de maio pelo
diário argentino Clarín, a
citação, "temos
que ter saco para aturar a Argentina" - proferida em Tókio durante
uma conversa informal entre Lula e seus assessores - foi traduzida no dia após sua publicação no Brasil dessa forma: "Hay
que tener bolas para bancar a los argentinos". Tradução:
"Temos que ser machos para encarar os argentinos". A chancelaria
argentina, recusou-se a falar oficialmente sobre o caso, alegando que a
tal frase foi dita informalmente.
Segredo
profundo
Foi divulgado no dia 31 de maio, pelo diário americano
Washington Post, a identidade do
“Garganta Profunda”, fonte secreta que passou as informações sobre o
caso Watergate que culminou na renúncia do então presidente Richard
Nixon. Mark Felt, 91, morador de Santa Rosa,
Califórnia, revelou seu segredo guardado por mais de 30 anos em
entrevista para a revista americana Vanity Fair. "Eu sou o
cara que costumavam chamar de ‘Garganta Profunda’”, afirmou o
ex-agente à revista. Segundo a Vanity, até 2002, Felt havia
guardado o segredo até mesmo de sua família. Além da própria fonte,
apenas outras três pessoas supostamente sabiam sua identidade: Bernstein
e Woodward, os repórteres e Ben Bradlee, que era editor-executivo do Post
na época.
"Toma-lá-da-cá"
O governo do estado do Mato Grosso rebateu as críticas
feitas pelo editorial do diário americano New
York Times publicado
no dia 31 de maio. O secretário de Comunicação do Estado, José Carlos
Dias, classificou o editorial como uma “reação” a uma reportagem
publicada pela revista Istoé
Dinheiro. Nela, a revista acusa os Estados Unidos de possuírem
interesses financeiros pelas constantes pressões feitas por meio da mídia
no quesito desmatamento. “A produtividade do
Brasil incomoda os americanos", disse Dias. O secretário aproveitou
ainda para esclarecer as denúncias de exploração irregular pelo
governo. “A legislação ambiental no Mato Grosso é cumprida”, disse
ele. O secretário reafirmou também as declarações anteriores do governador
mato-grossense, Blairo Maggi, de que a Fema, órgão estadual do meio ambiente,
tem multado produtores rurais que desmataram ilegalmente.
Monopólio
à vista
Foi divulgada na coluna de Daniel de Castro da Folha
de S.Paulo uma acusação feita pelo Grupo Bandeirantes de Comunicações.
Nela, João Carlos Saad, presidente da Band, alega que caso haja fusão
entre as operadoras pagas DirecTV e Sky, aconteça “monopólio” no
serviço via satélite. Já no caso Net/ Telmex, Saad denuncia a
"desnacionalização" de um serviço: da TV paga via cabo. Para
viabilizar a compra, a Globo e a Telmex criaram uma nova empresa, a GB
Empreendimentos e Participações. Com a parceria, a Globo perde um pouco
de suas ações, mas garante o controle sobre o conteúdo nacional
distribuído pela Net, Sky e DirecTV. Com essa operação, Saad diz ter
seus canais BandNews e BandSports afetados, já que estão na DirecTV. Mas tendem a sair dela, porque a operadora
vai desaparecer migrando seus assinantes para a Sky. A reclamação de que
a Globo Net está barrando a circulação de seus canais também acontece
por parte de outras emissoras. A MTV e até a TV Rá-tim-bum, única TV
infantil brasileira, temem não ter espaço na “nova” rede.
“Parabéns
pra você...”
A CNN apagou 25 velhinhas no último dia 1.º
deste mês. A emissora, com sede em Atlanta, no estado da Geórgia, foi
fundada pelo fazendeiro Ted Turner no dia 1.° de junho de 1980. Na ocasião, o público
ouviu uma novidade: a criação de uma rede de TV a cabo dedicada a
transmitir notícias o tempo todo, sete dias por semana. Assim surgiu a
CNN (Cable News Network), que decolou apenas alguns anos depois. Nos
dias atuais, a rede virou símbolo da globalização e da notícia ao
vivo. Ao longo dos anos, revolucionou a cobertura jornalística e
testemunhou momentos históricos que marcaram a passagem do milênio.
Fruto do sucesso, teve de expandir-se em cinco novos canais e diversas
plataformas. Atualmente, conta com cerca de 1,5 bilhão de espectadores em
200 países, por meio de 38 satélites. Para o seu mentor, Turner, a
emissora continua bem na cobertura internacional, mas está falhando em
assuntos locais, especialmente assuntos relacionados com o meio ambiente.
 Divulgando
o bem
Como a mídia divulga os acontecimentos nos países
africanos? Esse foi o foco central do Congresso Mundial
International Press Institute, realizado em Nairóbi, no Quênia. Na ocasião,
o presidente de Ruanda, Paul Kagame,
pediu para a imprensa passar a divulgar os avanços do continente e
não divulgar apenas os acontecimentos ruins. Kagame citou como exemplos
positivos as eleições pluripartidárias celebradas por 42 governos da
região nos últimos 10 anos e o crescimento econômico acima dos 5%
registrado por 18 países africanos em 2004. O correspondente da Reuters
na África, John Chieheman, contrariou o presidente de Ruanda, que
criticou a má imagem que a imprensa criou do país durante o genocídio
ocorrido em 1994. O jornalista argumentou que o destaque dado ao massacre
ajudou a chamar a atenção da comunidade internacional, o que
naturalmente foi positivo para aqueles que corriam o risco de também se
tornarem vítimas da violência.
*Por
Danúbia Guimarães
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