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Indenização básica I

Os jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, a revista IstoÉ e a emissora Globo vão ter que pagar uma indenização aos donos da Escola Base, acusados injustamente de abuso sexual contra alguns de seus alunos. A denúncia partiu dos pais dos próprios alunos que acionaram a polícia federal alegando que os donos da escola e o motorista abusavam sexualmente de seus filhos. O incidente teve grande repercussão na imprensa que, erroneamente, precipitou-se em divulgar as informações. Logo foi comprovado que os três acusados eram inocentes. A TV e Rádio Bandeirantes, o SBT e o grupo Abril esperam novo julgamento.

Indenização básica II

Outro processo foi acionado contra o jornal O Estado de S. Paulo. Desta vez, quem moveu a ação foi o advogado Roberto Teixeira, compadre do presidente Lula. Teixeira acusou o veículo de danos morais, por matérias publicadas entre 28 e 31/6, no qual o jornal apontou Teixeira como o operador de um esquema de arrecadação ilícita nas prefeituras petistas do Estado de São Paulo. O advogado pediu como indenização 30% do valor das vendas nacionais do jornal, além de exigir que o Estadão deixe de fazer qualquer referência à relação de compadrio entre ele e Lula.

Ponto para a justiça 

A Polícia Federal perdeu no último dia 16, uma ação movida contra o jornalista Carlos Heitor Cony, do jornal Folha de S. Paulo e rádio CBN. Durante uma participação especial no programa "Liberdade de Expressão", ao comentar sobre o assassinato da freira Dorothy Stang, Cony disse que "a Polícia Federal é um cancro na vida nacional. A verdade é essa, não é? O que a gente sabe da Polícia Federal é que, quando não é ineficiente, ela é corrupta. Então, realmente, não dá nenhuma garantia".

Indignada, a polícia abriu um processo contra o jornalista. O juiz Clóvis Ricardo de Toledo, da 19ª Vara Cível do Fórum Central de São Paulo, julgou improcedente a ação já que é "fundamental que os independentes se manifestem sempre, denunciando o farisaísmo, a omissão, a violência, o erro, a inércia, a ausência, a corrupção, o abuso, a falácia, a podridão, o medo, a impostura, o segredo, procurando mostrar ao povo ou aos interlocutores o conhecimento racional sobre a estrutura e sobre o funcionamento dos acontecimentos relatados e também sobre a sociedade como um todo". A justiça e cega, mas algumas vezes acerta.

Água mole em pedra dura...

O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo de Andrade, anunciou na quarta feira 17, que vai insistir na criação do Conselho Federal de Jornalismo (CFJ). A decisão foi anunciada no Encontro Nacional de Direitos Humanos. O projeto já havia sido apresentado ao Congresso, mas logo em seguida foi retirado pelo governo causando indignação no presidente da FENAJ. "Uma relação covarde e historicamente subalterna", disse Andrade em crítica ao governo por ceder às pressões pela retirada dos projetos que criavam o CFJ e a Agência Nacional do Cinema e Audiovisual (Ancinav).

Liberdade de expressão

Com o objetivo de colocar fim à crise da liberdade de expressão no Nepal, a Federação Internacional de jornalistas (FIJ), vai promover no próximo dia 30, o Dia de Ação pela Liberdade de Imprensa no Nepal. A situação no país tem se agravado, principalmente, com o golpe de Estado do rei Gyanendrapara, em fevereiro. Ele abusa de seu poder em forma de ameaças, perseguições, seqüestros, detenções e torturas de jornalistas que tentam exercer livremente sua profissão.

Ibope da crise

Segundo dados da pesquisa Imprensa/MaxPress/Aberje, as TVs Câmara e Senado detêm 76% dos jornalistas plugados nos depoimentos e notícias referentes a CPI. Em pesquisa semelhante realizada pelo instituto Qualibest, constatou-se que a cada mil pessoas, 13% preferem acompanhar as notícias via TV Senado. Na TV Câmara, a situação é parecida. “No depoimento do Roberto Jefferson, por exemplo, nosso site esteve congestionado durante todo o dia", conta Antônio Vital Medeiros de Moraes, assessor de imprensa da Câmara dos Deputados.   

                            


Informa direito ou não informa

A agência AP, responsável pelo abastecimento de notícias de vários jornais americanos, foi acusada de não divulgar informações suficientes sobre o andamento da ocupação dos Estados Unidos no Iraque. A notícia foi dada pelo jornal The New York Times, 15/8. As reclamações partiram do diário The Tampa Tribune, que recebeu dezenas de e-mails reivindicando a divulgação de fatos omitidos pela agência, mas que seriam importantes, como a suposta reconstrução de 3.100 escolas e o não confirmado restabelecimento de 47 embaixadas no país. Kathleen Carroll, editora-executiva da AP, afirmou que é mais fácil determinar o número de mortos do que quantas escolas foram construídas no Iraque em um dia, já que os jornalistas correm grande perigo se saírem dos hotéis. Desde que chegaram ao Iraque, 65 profissionais da imprensa foram assassinados e dois estão desaparecidos.

                  

BBC na mira

O jornal britânico The Guardian, divulgou no dia 15, que a emissora BBC rompeu com o código de ética ao exibir pela manhã uma série de documentários impróprios para o horário. O programa abordava a prostituição infantil, abuso de drogas, pornografia, entre outros, o que causou a reclamação de 58 pais, segundo o Ofcom, instituição governamental que regula a mídia britânica. A BBC alegou que o objetivo da transmissão dos documentários na parte da manhã era levar um material sério e de conteúdo aos adultos, mas prometeu exibir os dois últimos programas da série em outro horário.                       

*Por Danúbia Guimarães