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Agressão à liberdade
O governador do Paraná, Roberto Requião, conhecido pela sua irritação com repórteres, agrediu em 28 de abril o repórter do
Jornal de Londrina, Fábio Silveira, tomando o gravador e torcendo o polegar do jornalista. Segundo o repórter da coluna de Política, Requião não gostou de ser questionado quanto às suas afirmações a respeito de Lula e o procurou no final das entrevistas para "ajustar contas". O acontecido repercutiu em vários veículos paranaenses e ressuscitou o assunto de agressão à liberdade de imprensa, visto que, como afirmou Silveira, ao formularem questões desagradáveis, os jornalistas apenas cumprem sua função.
Comunicação pura
Ainda no Paraná, na capital foi lançada no dia seguinte, 29, uma publicação independente sob a coordenação dos estudantes de Comunicação do Centro Universitário Positivo (Unicenp), batizada de
EDU. A idéia e produção surgiu dos alunos atuantes da agência experimental
Practice e propõe ser um informativo de aluno para aluno, desvinculado de jornais-laboratórios ou projetos experimentais do curso. Segundo os criadores, a idéia é "comunicação em estado bruto".
Varig é cultura
Não são somente os alunos do Paraná que recebem revistas. Todos os que viajarem pela Varig num vôo Brasil-Reino Unido, ou vice-versa, terão acesso à publicação de intercâmbio cultural entre os dois países,
JungleDrums. A revista existe para trazer aos leitores um Brasil diferente, liberto de clichês, e ser um auxílio à expressiva comunidade brasileira no Reino Unido, abordando a cultura brasileira, nas suas mais variadas formas, com um pouco de política e turismo. Para os interessados, o também sugestivo site
www.jungledrums.org.
Censura de primeira
Segundo o relatório da organização americana Freedom House, divulgado em 28 de abril, a liberdade de imprensa no mundo está sendo cada vez mais podada, e o ano de 2003 foi uma mostra disso. Dos 193 países abordados no estudo, os dez mais problemáticos são Bolívia, Bulgária, Cabo Verde, Filipinas, Gabão, Guatemala, Guiné-Bissau, Itália, Marrocos e Moldávia. A Itália, um país desenvolvido, também se encontra na lista negra. Segundo a pesquisa, o resultado se deve ao domínio negativo do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi - que possui três grandes redes de TV privadas no país -, sobre o canal público
RAI. Parece que a relação "desenvolvimento-liberdade de expressão" não é assim tão óbvia afinal.
Impunidade é norma
O Comitê para a Proteção dos Jornalistas, sediado em Nova York, denunciou em 29 de abril o assassinato de dois jornalistas brasileiros. Segundo a sua diretora, Ann Cooper, os jornalistas do interior do Brasil vivem "freqüentemente indefesos" e a "impunidade" para estes crimes "parece ser a norma" no País. As vítimas mencionadas eram conhecidas por denunciar a corrupção e o narcotráfico. Ann Cooper anseia que as detenções realizadas ultimamente neste tipo de crimes "sejam um sinal" de que a "impunidade vai acabar e que serão investigados os casos".
Fidelidade sob fogo
E por falar em assassinatos de jornalistas, o repórter fotográfico Luiz Henrique Gávio, do jornal
Panorama, de Juiz de Fora (MG), foi ameaçado da mesma sorte por Nélmerson Pires, filho do falecido empresário Nelson Pires. As ameaças ocorreram em 4 de maio, no enterro de Pires, e já foram postas em prática por Nélmerson que, no dia seguinte, perseguiu o carro de Luiz. O presidente do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, Aloísio Lopes, declarou que este fato demonstra "como o trabalho dos jornalistas exige responsabilidade, ética e compromisso com a verdade, independente de quem sejam os envolvidos"… mesmo que disso dependa a sua vida.
Mais uma baixa
E por falar em risco na profissão, mais um jornalista morreu nos arredores de Bagdá. Da rede pública polonesa
TVP, Waldemar Milewicz era um dos repórteres internacionais mais conhecidos da TV polonesa por cobrir os locais mais conflituosos no mundo. O presidente da Polônia, Aleksander Kwasniewski, congratulou, saudosamente, o trabalho do jornalista e lamenta o fato acrescentando que "desta vez a sorte não o acompanhou".
Alunos nas Olimpíadas
No entanto, a sorte parece acompanhar os alunos e professores de Jornalismo da Universidade Católica de Brasília (UCB). Um grupo deles irá no início de agosto até a Grécia para cobrir os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Atenas. Além do acompanhamento das modalidades olímpicas e a obtenção de informação cultural a respeito do país anfitrião, o grupo ainda fará uma série de outros estudos para o desenvolvimento da área e coletará material variado, até para a produção de um livro sobre a inusitada experiência. Os 40 sortudos, escolhidos entre os alunos, poderão, pelo visto, realmente "pôr a mão na massa".
criação
e desenvolvimento: lisandro staut |
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