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País
malvisto
Muito se fala do Brasil nestes últimos dias devido aos recentes comentários de Larry Rohter à liderança brasileira. A matéria bombasticamente titulada de "Hábito de beber de Lula se torna preocupação nacional" (ver matéria no
site do NYT), escrita pelo correspondente no Brasil do New York Times e veiculada em 10/5, foi considerada pelo Palácio do Planalto como caluniosa, preconceituosa e antiética. O quadro negro que Rohter pinta do presidente Lula em sua matéria não foi bem aceita pelo mesmo, que exigiu o corte do visto do repórter no País. Como reação, vários órgãos ligados à profissão e à defesa da liberdade de imprensa se manifestaram, afirmando que a matéria de Rohter, apesar de desnecessária, não justificava a expulsão dele do País. Em resposta à comoção e ao pedido de reconsideração por parte de Rohter, o governo brasileiro retirou a solicitação de cancelamento do visto.
Apoio
brasileiro
No entanto, o brasileiro parece estar calmo e consciente de quem escolheu para liderar o seu País. A maioria dos comentários à matéria citada considera totalmente infundada a afirmação de que o povo brasileiro se preocupa com o hábito bem conhecido de beber do presidente Lula. Uma pesquisa realizada pela MQI entre 15 e 16/5 mostrou que 59% dos entrevistados (população das várias regiões do Brasil) não mudaram a opinião que tinham acerca da pessoa de Lula e mais da metade disse ter apoiado todas as reações do governo. No entanto, como conseqüência, 70% acham que a exposição pública de Lula foi prejudicial para a imagem do País no exterior.
Denúncias
forçadas
E por falar em calúnia, o regimento britânico de Lancashire pediu em 14/5 que o tablóide
Daily Mirror se desculpasse pela publicação de fotografias que representavam a suposta tortura de prisioneiros iraquianos pelos seus soldados e que vieram a manchar injustamente a reputação dos mesmos. Apesar das várias afirmações de oficiais, entre elas do brigadeiro Geoff Sheldon, que declarou numa coletiva já ter sido provado que as fotos são falsas, o diretor do
Mirror, Piers Morgan, continuava a afirmar não terem sido encontradas provas irrefutáveis. Após declarações do Ministério da Defesa e do regimento envolvido, Morgan foi finalmente despedido, no mesmo dia.
O Daily Mirror se dispôs em seguida a colaborar com as investigações, consentindo até a revelar os nomes dos soldados que lhes cederam as fotos.
Mais
denúncias
Entre as acusações feitas ao exército norte-americano de maltratar prisioneiros iraquianos, encontra-se a de três jornalistas iraquianos, da agência de notícias britânica
Reuters. Os jornalistas afirmaram em 18/5 terem sofrido agressões e tratamento degradante nas bases militares estadunidenses perto de Faluja, após terem sido encontrados cobrindo a queda de um helicóptero norte-americano na região e serem mantidos como prisioneiros por três dias. Durante o processo, os iraquianos acrescentam não terem sido interrogados nem comunicados de nada. Parece que os ianques preferem a ação à conversação.
Crescendo
no Sul
Mais um acréscimo ao mundo do jornalismo web: foi lançada em 17/5, a
Trilha Revista Digital, um site de informação noticiosa abrangendo todas as áreas, de atualização diária. É produzida no Rio Grande do Sul por parte da equipe que comandava a revista digital
359 Online, criada por alunos de Jornalismo da PUC-RS e fora de veiculação desde o início deste ano. O seu conteúdo abrange de turismo a política, de tecnologia a comportamento, e é direcionado para adultos de 20 a 30 anos, das classes A e B. Confira por que o Sul continua a se destacar no jornalismo nacional:
www.trilharevista.com.br
Injustiça
com a baixaria
A Rede Record reagiu à campanha "Quem financia a baixaria é contra a cidadania", oposição ao seu programa Cidade Alerta, enviando uma carta à Corregedoria da Câmara dos Deputados. Nela, a rede protesta contra a ação do deputado Orlando Fantazzini (PT-SP), coordenador da campanha, ao pedir às Casas Bahia, entre outros anunciantes, que deixe de anunciar no Cidade Alerta, considerado um programa de baixaria. Ao deputado afirmar que o Cidade Alerta é inadequado ao horário livre, a emissora retruca dizendo que usa de "poderes conferidos ao Ministério Público" e o pedido aos anunciantes é um "desrespeito moral e jurídico". Segundo Fantazzini, com esta ação, a Record quer usar o seu "poder econômico para acabar com a campanha" e assim "continuar ganhando dinheiro explorando a miséria e a violência".
Futuro
pouco promissor
No jornalismo norte-americano não é só o presente que se revela meio desanimador. Segundo a pesquisa realizada de 10/3 a 20/4 com 547 profissionais da área, de mídia e veiculação, local e nacional, o futuro profissional no jornalismo é visto com boa dose de pessimismo. Entre outras informações relevantes, a pesquisa mostra que cerca da metade dos jornalistas entrevistados acredita que o jornalismo nacional caminha na direção errada e os que mais se preocupam com a qualidade do trabalho são os profissionais que lideram redações e acompanharam reduções de suas equipes. Se o futuro não é brilhante para os ricos, que dirá para os pobres. Se interessado na íntegra da pesquisa, acesse
http://www.stateofthenewsmedia.org/prc.pdf
criação
e desenvolvimento: lisandro staut |
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