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Medida totalitária

A criação do Conselho Federal de Jornalismo tem causado intensa polêmica nos últimos dias. Defendida com unhas e dentes pela Fenaj e criticada totalmente pelos jornalistas e simpatizantes, a questão do CFJ foi classificada pela Veja como medida de governo totalitário. Segundo a revista, o PT finalmente vem deixando insurgir sua natureza esquerdista, suas tendências dominadoras. Jornalistas acreditam que o Conselho nada mais é que uma censura disfarçada que fere a duramente conquistada liberdade de imprensa. Os profissionais do meio proclamam que quem fiscaliza o jornalismo é o povo.

Mídia ignorada

O Comitê Olímpico Brasileiro, COB, negou credencias a jornalistas de internet para a cobertura dos jogos. Essa atitude, que por sinal também foi tomada nas Olimpíadas de Sidney, causou muita indignação e revolta no meio. O COB alega que essas credenciais são concedidas prioritariamente à grande imprensa, que já realiza a cobertura tradicional. E a da internet, que tipo de imprensa é?

Record entra na guerra

Depois do fiasco com a novela Metamorphoses, a Record se reergueu com uma nova grade da programação. Segundo os executivos da emissora, a meta é competir duramente com as emissoras dominantes, Globo e SBT. A grade inovadora conta com a credibilidade de Boris Casoy, alguns programas norte-americanos e o famoso reality show. Até o slogan da rede mudou: “Rumo à liderança”. Sem dúvida, um pouco pretensioso.

Preservando fontes

O jornalista Michael Cooper, da revista norte-americana Time, foi detido depois de publicar informações sigilosas de importância nacional. Intimado a depor, ele se recusou terminantemente a divulgar suas fontes. O caso tem provocado comoção no meio. Afinal, manter sigilo sobre as fontes é um direito do jornalista garantido pela constituição dos Estados Unidos. As informações publicadas revelavam a identidade de uma agente da CIA e, ao que tudo indica, até Bush foi interrogado a respeito.

Jornalista seqüestrado

A agência de notícias iraniana, Irna, divulgou no último dia 11, o seqüestro de um de seus jornalistas, Mostafá Darban. O jornalista era correspondente no Iraque e, segundo testemunhas, ele foi levado por forças de segurança locais. A embaixada iraniana em Bagdá já está em negociação a fim de localizar o jornalista e levá-lo de volta ao Irã. O seqüestro teria ocorrido em resposta ao suposto apoio que o Irã tem dado às revoltas xiitas no sul do Iraque.

Estabilidade comercial?

A rede britânica BBC está sob suspeita de enfrentar problemas financeiros. Apesar de garantir que tudo está em ordem, Michael Grade, presidente da companhia, contratou uma empresa para revisar os gastos da rede. A BBC deve mais de 180 milhões e, mesmo prometendo pagar tudo até o vencimento, em 2006, e negando os boatos sobre a situação financeira, decretou corte de gastos na companhia.

Impunidade na Rússia?

O descaso russo pelas leis obrigou o Comitê de Proteção a Jornalistas escrever uma carta ao presidente do país, Vladimir Putin. O estopim foi o assassinato de dois editores do jornal Tolyattinskoye Obozreniye, da cidade de Togliatti. Segundo a presidente do comitê, Ann Cooper, desde que Putin assumiu o governo do país, mais de 11 jornalistas foram assassinados após criticarem a política nacional. Os dois editores mortos, por sinal, haviam escrito sobre descobertas recentes de corrupção no governo.

* por Andréia Moura


                      

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