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Nova polêmica no NYT

Larry Rother, correspondente do New York Times, gosta mesmo de polêmica. No último dia 6, publicou um artigo criticando o Conselho Federal de Jornalismo. O artigo enfatizou a revolta que a suposta criação do órgão causa no meio e classificou a proposta como a maior ameaça à liberdade de expressão no Brasil desde a ditadura militar. O jornalista afirma que o governo se sente ameaçado e quer calar a imprensa. Correm até boatos de que Lula vem sendo comparado a Hugo Chávez. Afinal, o ditador vive em pé de guerra com a imprensa de seu país. 

Indenização

O jornal O Globo terá que pagar 30 mil reais à Maria Thereza Goulart, viúva do ex-presidente Jango, por danos morais. Em 2001, a colunista do jornal, Hildegard Angel, publicou várias notas que acusavam Maria Thereza de estar sendo investigada pela morte do marido. Depois da falsa notícia ser esclarecida, a viúva indignada entrou com uma ação na Justiça. Com a devida correção monetária, o valor chega a 65 mil reais. Porém, a decisão não é definitiva e o jornal pode recorrer.

Al-Jazeera censurada

O Instituto Internacional de Imprensa, IPI, criticou no último dia 7 de setembro o fechamento da afiliada iraquiana da TV Al- Jazeera e classificou a medida como golpe contra a democracia iraquiana. O IPI afirma que essa atitude coloca o atual governo no mesmo patamar que os anteriores, inclusive com o de Saddam Hussein. O fechamento aconteceu porque a rede foi acusada de incitar violência. Apesar do rótulo de "TV Talibã", o instituto acredita que a Al-Jazeera vinha, de certo modo, cumprindo seu dever de informar. A emissora conta com 40 milhões de expectadores e está sem previsão de reabertura.

Desarranjo total

A televisão russa, controlada pelo presidente Vladimir Putin, apresentou uma cobertura caótica sobre a tragédia na escola de Beslan. Como Putin não se manifestou sobre o que deveria ser dito, as emissoras ficaram absolutamente desorientadas. Algumas mantiveram a programação normal, outras mostraram flashes insignificantes. Infelizmente, o "povão" sem acesso à TV paga não pôde acompanhar as coberturas feitas pela BBC e CNN.

O repórter-bomba

Nesta segunda feira, a emissora de TV, VTM de Bruxelas, transmitiu uma matéria interessante. Um de seus jornalistas, utilizando-se de referências falsas, infiltrou-se na companhia responsável pela segurança do aeroporto da capital belga. O jornalista espertinho, que trabalhou na empresa durante três meses, conseguiu introduzir uma falsa bomba em um avião americano e ainda filmar tranqüilamente a situação. Depois da polêmica causada pela transmissão, a companhia manifestou sua indignação acusando a VTM de usar sensacionalismo barato para alcançar audiência.

Michael Moore jornalista  

O cineasta Michael Moore causou grande comoção no primeiro dia da Convenção Republicana. Convidado a ser colunista do USA Today, pretendia, segundo ele, apenas assistir e fazer anotações. No entanto, ao pôr os pés na convenção, foi seguido por uma multidão de jornalistas curiosos. O cineasta "antiBush" pareceu feliz e não se importou em dar diversas entrevistas sobre o Iraque e a economia, o que deixou os republicanos irritadíssimos. Depois de toda a confusão, o senador McCain se referiu a Moore como um "cineasta malicioso". Ele, porém, deve ter gostado. Afinal, ganhou publicidade grátis para seu documentário, Fahrenheit 9/11.

Discussão pública

O apresentador da rede de notícias MSNBC, Chris Mattews, e o senador Zell Miller transformaram a cobertura da Convenção Republicana numa espécie de Programa do Ratinho. Durante a entrevista, conduzida por Mattews, os dois começaram a se agredir verbalmente em cadeia nacional. Ao final, Miller, pronto para o embate físico, lamentou o fato de não viver na época em que duelos eram permitidos. Mattews não se fez de rogado e convidou Miller para ir ao estúdio terminar a “conversa”.

              


 Jornalista ressuscitado

O jornalista sírio, Nabil Ayub, quase foi enterrado vivo nesta terça-feira, 7. Nabil tinha sofrido um infarto no dia anterior e foi dado como morto. Na hora do enterro, o jornalista - por muita sorte - gritou que estava vivo, assustando muita gente. Segundo ele, durante as dezesseis horas em que supostamente estava morto, ouvia tudo, mas não conseguia dizer nada. Depois de "ressuscitado", concedeu entrevista exclusiva ao jornal Al Tawra, de Damasco.

*por Andréia Moura


                      

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