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Eslovenos
em greve
Os jornalistas eslovenos estão tão revoltados que decidiram convocar uma greve para o dia das eleições parlamentares. O evento cívico que, coincidentemente, ocorrerá em 3 de outubro, sofrerá um boicote de cobertura. Segundo Iztok Jurancic, presidente do Sindicato de Jornalistas Eslovenos, essa medida é uma reivindicação de diálogo que o governo vem se recusando a atender. As empresas de comunicação mais expressivas do país já anunciaram que apoiarão a greve.
Responsabilizada
por protesto
A BBC levou a culpa de causar o maior fiasco na segurança parlamentar inglesa desde 1647. Segundo o ministro de Defesa, Gerald Howarth, a rede tinha conhecimento da provável invasão popular na Câmara dos Comuns. Enquanto parlamentares votavam uma medida contra a caça à raposa, cinco manifestantes contrários conseguiram invadir o local. A BBC admitiu que realmente sabia, mas não deu crédito às informações recebidas achando que o protesto não passava de boato.
Jornalista
disfarçado
Os parlamentares ingleses estão passando por uma fase
ruim. Um dia depois do susto da invasão, o tablóide The Sun
revelou que mantinha um repórter disfarçado de garçom dentro do
parlamento. Anthony France, o jornalista infiltrado, afirmou que o prédio
poderia ser vítima de atentado. France afirma que conseguiu entrar na Câmara
dos Comuns com todo o material necessário para se fazer uma bomba e não
passou por nenhuma revista. Uma vergonha para a segurança inglesa.
Assassinado na Venezuela
A presidente do Comitê para Proteção de Jornalistas
(CPJ), Ann Cooper, escreveu uma carta para o procurador-geral da Venezuela
solicitando uma investigação detalhada sobre a morte do jornalista Mauro
Marcano. O apresentador de rádio e colunista foi morto à bala em 1.º de
setembro. Marcano era conhecido por dirigir programas de denúncias e
escrever contra o narcotráfico e corrupção policial. O CPJ reivindicou
uma investigação exaustiva para determinar se o jornalista foi morto por
seu trabalho.
Liberdade
ameaçada
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) está
preocupada com o aumento da violência contra jornalistas mexicanos. A
onda de ações hostis acontece nas fronteiras do México com os Estados
Unidos. Nos últimos dias, o jornal Frontera, de Tijuana, sofreu vários
atentados leves. Até um carro com 800 kg de maconha foi abandonado no
estacionamento do jornal. A SIP pretende discutir na próxima reunião
semestral da organização, que acontecerá na Guatemala, a liberdade de
imprensa no México.
Demissão
em massa
A NYTimes Co. fez acordos com os sindicatos para mudar
o regulamento de demissões da empresa. Segundo seus executivos, esses
acordos permitirão que a companhia demita uma parcela significativa de
funcionários aumentando sua perspectiva de lucro. Neste ano, 37% dos
funcionários serão demitidos e, para 2010, está previsto uma demissão
de mais 9%. A empresa pretende organizar um programa de demissão voluntária
e também vai oferecer maior assistência médica na fase de demissão.
Presos no
Irã
Nos dias 7 e 8 deste mês, três jornalistas foram
presos no Irã. A organização Repórteres Sem Fronteiras indignou-se com
a detenção e a classificou como perigosa e injusta. Os jornalistas estão
sendo mantidos no presídio de Evin, conhecido por exercer tortura nos
interrogatórios. O presídio é ligado ao temido procurador Said
Mortazavi, e os jornalistas estão alojados em uma ala especial sob as
ordens do procurador.
Outro plagiador
O editor do Seatle Times, Mike Fancher, escreveu
um artigo prestando contas ao público depois do escândalo de plágio do
colunista Stephen H. Dunphy. Fancher analisou matérias e artigos de
Dunphy desde 1997 e descobriu em 13 de seus trabalhos partes
significativas de plágio. Nesses trabalhos Dunphy reproduziu estilo, análises
e até frases inteiras de outros autores sem as devidas atribuições. Uma
conduta extensa e indefensável que deixa Dunphy com a carreira destruída.
*por
Andréia Moura
criação
e desenvolvimento: lisandro staut |