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Fracasso
de bilheteria
Os republicanos enfim apresentaram uma resposta ao
documentário anti-Bush de Michael Moore. Nas próximas semanas estreará
nos Estados Unidos “Celsius 41.11 – A temperatura em que o cérebro
começa a morrer”, um filme que defende a honra de Bush e pretende
desvendar “a verdade por trás das mentiras de Fahrenheit 11 de
Setembro”. O filme foi escrito e filmado em menos de seis semanas
com objetivo de chegar aos cinemas antes das eleições. As prévias
apontam para um fracasso de bilheteria.
Xenofobia
Jornalistas estrangeiros estão sendo alvo de
discriminação nos Estados Unidos. Com a proximidade das eleições, a
cobertura estrangeira é descartada. Afinal, leitores de outros países não
podem dar votos aos presidenciáveis norte-americanos. O jornalista Gerald
Baker, editor do Times de Londres, indignou-se ao ser proibido de
entrar no avião de campanha de John Kerry. Depois de informar que também
trabalhava para a revista americana Weekly, seu lugarzinho foi
garantido na hora.
Síndrome
da China
A situação está preta na China. Apesar do pedido da
organização Repórteres Sem Fronteiras, a União Européia não
mencionou a falta de liberdade de expressão na reunião realizada em
Pequim. O governo chinês tem fechado aos montes sites e jornais
que contradizem o regime. O Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ),
declarou que o jornalismo já é considerado a terceira profissão mais
perigosa da China. Segundo o CPJ, atualmente 42 jornalistas estão presos
no país.
Bandidagem chechena
Dois chechenos foram presos em Moscou acusados de serem
responsáveis pela morte do jornalista americano Paul Klebnicov. O
jornalista da Forbes foi morto a tiros quando saía de seu escritório.
Acredita-se que o crime tenha sido uma represália contra o livro escrito
por Klebnicov intitulado “Conversas com um Bárbaro”. Nele, Klebnicov
afirmava que alguns separatistas chechenos eram criminosos escondidos por
trás da ideologia fundamentalista islâmica. As alegações do livro são
baseadas em 20 horas de entrevista com o primeiro-ministro da Chechênia, Khozh-Akhmed Nukhayev.
Liberdade
em Gaza
O
produtor da CNN Riad Ali, que tinha sido seqüestrado em Gaza, foi solto
um dia depois. Ali foi retirado de um táxi em que estava com dois colegas
da CNN logo após sair de seu escritório. Momentos antes de sua libertação
foi divulgada uma fita onde Ali explicava em árabe que havia sido
capturado pelas Brigadas dos Mártires Al Aqsa, uma organização ligada a
Yasser Arafat. A família do produtor faz parte de uma minoria não-judia
que reside em uma área ao norte de Israel.
Presos no
Zimbábue
Três fotojornalistas foram presos no Zimbábue. Os três
, que acompanhavam uma manifestação contra um projeto de lei que trata
do funcionamento de organizações não-governamentais, foram apanhados em
um parque público que fica em frente ao parlamento. Os fotojornalistas
ainda não foram indiciados, mas ao que tudo indica serão acusados de
obstrução do trabalho policial. Coisas assim já aconteceram muito no
passado. Segundo a oposição, isso é uma tentativa de
coibir a liberdade de imprensa.
Pentágono
censura
O professor de Jornalismo, Ralf Begleiter, apresentou
uma queixa contra o Tribunal Federal de Washington, na qual exige que o
Pentágono divulgue as fotos da chegada dos caixões de soldados mortos
nas guerras do Iraque e Afeganistão. A restrição do acesso público aos
caixões de soldados foi imposta pelo ex-chefe do Pentágono e atual
vice-presidente, Dick Cheney, em 1991. Begleiter afirma que isso é
partidarismo e não tem nada a ver com proteção ao luto familiar. Ele
também acredita que o povo deve ver os caixões para avaliar corretamente
o preço das guerras.
Cobertura séria
Peter Preston, ex-editor do diário britânico The
Guardian, escreveu um artigo refletindo sobre a maneira que a mídia
deve cobrir casos de seqüestros terroristas. Ele acredita que a cobertura
sensacionalista contribui para o aumento dos seqüestros e cita o exemplo
dos chechenos que invadiram a escola de Beslan como prova. No entanto, ele
também afirma que não é certo omitir essas informações do povo.
Preston sugere a necessidade de uma cobertura de caráter sério como solução
para o problema.
*por
Andréia Moura
criação
e desenvolvimento: lisandro staut |