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Questão
de honra
A rede de televisão norte-americana Sinclair Broadcast
desistiu de transmitir integralmente o tão comentado documentário contra
John Kerry, Honra Roubada: Feridas que Nunca Saram. O documentário
seria uma provável resposta a Fahrenheit 11 de Setembro. Segundo
os que se opunham à apresentação, o filme era uma propaganda política
disfarçada de notícia. A rede de tvê
Sinclair é a maior dos Estados Unidos, tendo 62 canais e segue uma linha
conservadora. Desde o anúncio sobre a apresentação do filme, as ações
da empresa caíram 17%.
Questão
de honra 2
O jornalista Jon Leiberman alega
ter sido demitido do Grupo Sinclair, depois de
discordar da apresentação do documentário contra John Kerry. Ele
comandava uma cadeia da emissora em Washington e declarou que foi
escoltado para fora do prédio pelo vice-presidente de notícias da
empresa, Joseph DeFeo. Leiberman disse que a Sinclar "usa o
departamento de notícias para promover sua agenda política", e que
isso não levará educação ao público nem conquistará
confiança.
Imprensa
fatal
No último dia 19, nas
Filipinas, mais um jornalista foi morto, somando oito profissionais mortos.
Os últimos meses foram considerados os piores períodos que a imprensa do país
já enfrentou. O jornalista assassinado Eldy Gabinales havia se destacado
por fazer denúncias contra o tráfico e o jogo ilegal. A União Nacional
de Jornalistas das Filipinas (NUJP) anunciou que investiga o caso
e pediu que a presidente do país leve à justiça os culpados como prova
da existência da liberdade de imprensa. Desde que foi instaurada a
democracia em 1986, 57 jornalistas já foram mortos no país.
Novamente condenado
Matthew
Cooper, jornalista da revista Time, foi condenado outra vez por
obstrução do trabalho da justiça no caso da revelação do agente da
CIA. O jornalista já havia sido condenado em agosto. Mas, como aceitar
testemunhar seu contato foi absolvido. A condenação está suspensa
temporariamente a fim de que Cooper possa recorrer. A Time também
está recorrendo a respeito da multa de mil dólares por dia que
terá que pagar enquanto não fornecer documentos que ajudem na solução
do processo.
NYT
enganado
Estudantes do curso de Relações
Internacionais da Universidade Duke, na Carolina do Norte, conseguiram
publicar no The New York Times 17 cartas. As cartas faziam parte de um
projeto elaborado pelo professor Mark Duckenfield. O jornal não publica
trabalhos universitários, por isso Duckenfield instruiu os alunos a
escreverem colocando o endereço de suas casas e não da universidade. O
editor de cartas do Times, Thomas Feyer, indignou-se com a atitude
do professor ao recomendar a mentira. Duckenfield defendeu-se dizendo que
os telefones para contato estavam nas cartas e que o jornal não descobriu
a mentira porque não quis. O que é comum acontecer no New York Times.
NYT mentiroso
O arcebispo católico Charles
Chaput resolveu transcrever no site de sua diocese a íntegra de
uma entrevista que concedeu ao The New York Times. Ele alegou que suas
considerações foram distorcidas pelo jornal. Na matéria, Chaput foi
sutilmente acusado de manipular a opinião política de seus fiéis.
Segundo o jornal, Chaput declarou que votar em Kerry é pecado. Indignado,
o arcebispo decidiu disponibilizar suas verdadeiras declarações para que
o povo possa comparar com as publicadas no NYT. Chaput afirmou que
simplesmente criticou as idéias de Kerry.
"Videoseqüestro"
Na
última terça feira, a Al-Jazeera divulgou um vídeo onde a responsável
pela Care, Organização Humanitária Britânica no Iraque, Margaret
Hassam, aparecia presa entre homens armados. Segundo a rede, o filme foi produzido depois que ela foi
seqüestrada por um grupo armado não-identificado. Ainda não foi feita
nenhuma reivindicação. Margaret, que tem nacionalidade inglesa e
iraquiana, está aparentemente bem. O vídeo também mostra seus
documentos para constatação da veracidade do seqüestro.
Idoneidade duvidosa
James
Taranto, colunista do The Wall Street Journal, questionou em seu
último artigo a imparcialidade da imprensa americana num momento tão próximo
das eleições. Taranto citou casos em que alguns periódicos e emissoras
protegeram descaradamente um dos candidatos, enquanto atacavam o outro.
Ele também comentou sobre a infinidade de boatos que surgem na internet,
e criticou a idoneidade de veículos que criam notícias partindo de
informações duvidosas.
*por
Andréia Moura
criação
e desenvolvimento: lisandro staut |