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Liberdade ameaçada

A organização Repórteres Sem Fronteiras divulgou um ranking sobre a liberdade de imprensa no mundo. A pesquisa avaliou 167 países e se baseou em entrevistas com 100 correspondes ao redor do mundo. A ameaça concentra-se nos países do leste asiático. Nestes lugares, mídias independentes inexistem ou são fortemente perseguidas e a segurança dos jornalistas não é garantida. Com a Coréia do Norte ocupando a última posição e a China a 162°, o Iraque teve de se contentar com o troféu dos assassinatos. Desde que a guerra começou 44 jornalistas já foram mortos. 

EUA sob ameaça

Rafael Molina, diretor do Comitê de Liberdade de Imprensa da Associação de Imprensa Inter-Americana (IAPA), acusou os Estados Unidos de restringir a liberdade de jornalistas estrangeiros no país. Segundo Molina, os EUA ferem a liberdade de imprensa ao exigir que jornalistas saiam do país para renovarem os vistos. Desde a última reunião da IAPA, 10 jornalistas já foram assassinados na América Latina, sendo a maioria entre fronteiras de EUA e México. Molina afirma que tudo isso é culpa dos Estados Unidos, que também têm negado asilo para jornalistas cubanos recém-libertos das prisões de Fidel Castro.

EUA sob ameaça 2

A BBC News, Estados Unidos, divulgou uma fita de aproximadamente uma hora, em que um homem, que se identifica como Azzam, afirma que novos ataques terroristas acontecerão em breve. Possivelmente, Azzam faz parte da Al-Qaeda. Durante o vídeo ele enfatiza, em inglês fluente, que todos os americanos são tão culpados quanto Bush. E que os novos atentados farão o World Trade Center parecer coisa de amador. A inteligência norte-americana acredita que o vídeo tem qualidade profissional e que o terrorista deve ter sido criado nos EUA.

Censura lusitana

A Federação Européia de Jornalistas (FEJ) condenou a intenção do governo português de instituir um órgão regulador para a Comunicação Social. O que preocupa, de fato, são as declarações do Ministro, Morais Sarmento, responsável pelas mídias em Portugal, afirmando que a mídia deve ter as liberdades limitadas para produzir bom jornalismo. A verdade é que isso poderia significar uma nítida manipulação de mídia, e a direção da FEJ pediu ao governo português que interrompesse imediatamente qualquer ação de restrição à liberdade de imprensa.

Mais um

A jornalista iraquiana Liqaa Abdul-Razza foi cruelmente assassinada, enquanto se dirigia à base norte-americana de Eskania, no distrito de Al-Saydia, ao sul de Bagdá. Liqaa trabalhava para a TV iraquiana Al-Sharqiya, que é patrocinada pelos Estados Unidos. Ela tinha uma filha recém-nascida e um filho de seis anos. Seu marido, um intérprete das forças armadas americanas, foi morto há dois meses.

Mais dois 

Nesta terça-feira, o cinegrafista da Reuters, Dhia Najim, foi assassinado com um tiro na nuca. Najim havia filmado confrontos violentos entre fuzileiros navais e rebeldes no início do mesmo dia. O comando-militar norte-americano disse a Reuters que Najim morreu durante um tiroteio. Mas, no filme do incidente nota-se que não houve nenhum confronto antes que o cinegrafista fosse atingido. Família e amigos acreditam que Najim foi alvejado por um franco-atirador norte-americano. As investigações continuam e os EUA reafirmam sua “pretensa” preocupação com a questão do jornalismo no Iraque.

Genocídio contra jornalistas

A Federação Internacional de Jornalistas (IFJ), denunciou ao mundo que o número de jornalistas mortos apenas nesse ano já chega a cem. O secretário-geral da IFJ, Aidan White, acredita que os níveis de brutalidade contra a profissão não têm precedentes. White enfatiza a necessidade de providências contra riscos e de respostas à pergunta que não quer calar. “Porque estão matando nossos colegas?” Só no Iraque foram mortos 62 jornalistas e o país já é considerado o lugar mais perigoso para se exercer o jornalismo no mundo.

              


Vício democrático

Os jornalistas fumantes já podem se alegrar. Agora eles têm lugar especial reservado para a próxima cúpula da União Européia que acontecerá em Bruxelas, nos dias 4 e 5 de novembro. A empresa sueca, Smoke Free Systems, instalou quatro cabines especiais que resolvem aparentemente o problema dos fumantes passivos. A cabine tem um purificador de ar que deixará o ambiente confortável para a realização perfeita na cobertura do evento, e uma abertura para que possa haver diálogo entre as partes.

*por Andréia Moura