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Memórias profissionais

O que é ser jornalista? É se dedicar ao trabalho arduamente e ter tempo para o lazer também. Mas não foi bem isso que o jornalista Ricardo Noblat fez. Ele deixou o cargo de diretor de redação do jornal A Tarde, na Bahia, para escrever mais um livro com o título de Memórias Profissionais: O Que É Ser Jornalista. Quem fica em seu lugar é Florisvaldo Matoso, com 20 anos no diário. É, realmente este título foi feito para ele.

Mudanças radicais

Todo mundo tem medo de mudanças por motivos pessimistas. Mas o jornal New York Times tem como objetivo quebrar este paradigma. Primeiro contratou um novo ombudsman, Daniel Okrent, ex-executivo da revista Time para criticar o jornal e ficar do lado dos leitores. A outra mudança foi de trocar o padrão de tipografia da capa. Antes eram utilizados quatro tipos de fonte, agora um apenas. Na verdade, são somente duas mudanças. Mas que foram radicais, foram.

Perdas irreparáveis

A jornalista Gisela S. Ortriwano, professora da USP, faleceu em 19 de outubro por uma infecção generalizada. Mara Caballero também faleceu no dia 25 do mesmo mês de parada cardíaca e por uma insuficiência pulmonar Niomar M. S. Bittencourt, o jornalista e ex-proprietário do diário carioca Correio da Manhã no dia primeiro novembro. Mais perdas para o jornalismo.

Mulher inesquecível

Autora de obras importantíssimas para a literatura brasileira, Rachel de Queiroz primeira mulher a entrar na ABL (Academia Brasileira de Letras) faleceu em 4 de novembro, aos 92 anos, no Rio de Janeiro, enquanto dormia na sua rede. Começou escrever aos 19 anos para o jornal do Ceará. Desde então, nunca mais parou. Segundo ela, não gostava muito de escrever, mas era o que fazia para se sustentar. Neste ano foi inaugurado, em Quixadá (CE), o Centro Cultural Rachel de Queiroz. Esta mulher ficará na memória de cada brasileiro. Inesquecível!

Veja não aprende

Mais uma vez a falta de ética entra em ação. E a escolhida do mês foi a Veja. Numa matéria publicada pela revista as informações que eram para ser infiltradas não foram. E mais uma pessoa foi ferida moralmente. A advogada Maria Beatriz Drever Pacheco receberá 20 salários mínimos pela omissão de suas declarações feitas para a Veja. Até quando eles vão fazer isso? Vai ver que tem dinheiro sobrando. Manda pra cá.

Reajuste já!

Jornalistas de rádio e TV de Belo Horizonte protestam. Mais de 150 querem um reajuste no salário de 18%. Eles não querem os 12% que foi concedido pelo sindicato. Não estão querendo demais?

Sensacionalismo mineiro

Chegou em Belo Horizonte o mais novo tipo de sensacionalismo. O Cidade Alerta, da Rede Record terá mais tragédias para cobrir da região mineira. Mas claro, se tiver um número suficiente para colocar no jornal. Esse tipo de jornalismo trágico e sensacionalista está atingindo muitos locais. Mas o público-alvo terá que gostar muito.

Comemoração para os mortos

Uma matéria que saiu no site do Comunique-se teve como título “Inaugurado centro comemorativo a jornalistas mortos no Timor”. Mas tem que comemorar mesmo? Se a ênfase fosse em festas até daria para colocar um título assim “Inaugurado centro que na sua tristeza eles fazem a festa”.

TV que educa

A TV Escola está produzindo para 2004 um programa de séries pedagógicas. Servirá para os professores utilizarem como acervo na sala-de-aula. Disciplinas como Matemática e Português serão dirigidas especificamente para o aprendizado de alunos. Ao mostrar quão importante é a educação em meios televisivos, este programa terá um conteúdo pedagogicamente aprovado.

* por Lísye Rizziolli



criação: lisandro staut