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Muito medo na Nação

Comentário sobre a resenha do filme A Nação do Medo, de autoria de Elsie Lílian. O terceiro parágrafo afirma que a jornalista recebe um envelope com a foto de vários oficiais do exército alemão "que registravam aquele momento". Que momento? Os oficiais faziam parte da foto. Ao fazer parte, não eram eles que "registravam". Quem registra é o fotógrafo.

No quarto parágrafo, a afirmação de um possível encontro de paz entre Hitler e Kennedy. Até aí, tudo bem. Em seguida, é feita a conclusão de que o encontro poderá não ocorrer. Esta conclusão, ainda no início, soa estranha.

No quinto parágrafo, fala-se sobre um crime. Qual? Quando? Onde? Porquê?

No antepenúltimo parágrafo: "O filme explora a soberania de Hitler e seu exército e como estes conseguiram manipular e omitir informações importantes que afetam o governo de Hitler". Acrescento que, mais que a soberania e manipulação, a questão é "publicidade". Não há possibilidade de isolar a verdade e deixar o espaço livre. É necessário fomentar o engano. Como? Por meio do poder da imagem do império nazista; com suas cerimônias e propaganda. O governo alemão omite a informação de que os judeus foram exterminados. A opinião pública acredita. No filme, a omissão funciona como meio ao favorecer a imagem de Hitler no pacto com os Estados Unidos.

Penso que a maior lição extraída é da jornalista americana. Ela recebe a foto do desconhecido, com a promessa de tornar-se famosa. Contaria a história ao mundo; a história da miséria humana. Porém, resiste a tentação de ser a "única" famosa; ao colaborar com o policial alemão. Juntos, investigam a história da foto. Encontram evidências e provam que a foto mostra a reunião dos oficiais do exército alemão, planejando a "solução final" dos judeus. Cumpre o ideal jornalístico.

Na conclusão, afirma-se que apenas um homem duvida da inocência de sua nação (alemã). Na verdade, vários homens, que seqüencialmente foram mortos, têm dúvidas sobre a inocência de sua nação.

"Dona"

Excelente o texto “Sexo – Ferramenta de mercado”. Exceção feita ao terceiro parágrafo. A frase “Ponho "dona" entre aspas...” falha na conexão com a anterior. O autor é Alex Gonsalves.

por Clóvis Knoener
cknoener@hotmail.com

criação: lisandro staut