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Você
faz; eu olho
A edição de 27 de novembro reforça o conceito do
Canal da Imprensa como fruto de trabalho sério, competente; feito para e por alunos. Nesta edição, o assunto da importância do diploma para o exercício da profissão é exposto. Linguagem clara, textos estruturados e documentados. Alguns defendendo. Outros, mostrando que há profissionais de renome sem o título. Creio que, para o leitor, não há dúvidas.
Um pensamento na discussão entre teoria e prática. Os teóricos afirmando que, sem eles, não há conhecimento. Os práticos, com sua visão de que "só a prática leva à perfeição". Como harmonizar?
Tende-se a separar o conhecimento teórico-prático; compartimentalizar; dividir; e tornar a dividir. Deste lado do cérebro, teoria. Do outro, a prática. Com o conhecimento, isso não funciona. É preciso aprender a ver na cor cinza. Há zonas nebulosas. Toda prática tem pressupostos. O ferreiro, na sua prática de esquentar o ferro, sabe que é preciso esquentá-lo para moldá-lo. Como ele sabe? Teoria.
Reescrevo um conceito (não sei se é teórico ou prático) de quatro fases. Uma tentativa de harmonizar teoria e prática. Conceito que pode ser inserido em qualquer metodologia de aprendizagem.
O educador para o educando:
1. Eu faço, você olha.
2. Eu faço, você me ajuda.
3. Você faz, eu ajudo.
4. Você faz, eu olho.
Assim, quando a fase número quatro for repetida exaustivamente, que o educando tenha seu diploma.
por Clóvis Knoener
cknoener@hotmail.com
criação: lisandro staut
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