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inicial
Indenização
a desmoralizado
A
Rede Bandeirantes de Televisão deve pagar 50 mil reais ao ex-diretor da
Polícia Federal do Distrito Federal, Milton Barbosa Rodrigues, por danos
morais. O processo acusa a emissora de manipular uma entrevista com um
delegado subalterno do ex-diretor. Veiculada no programa Domingo
10, de janeiro de 1995, ela associou o seu nome à máfia, denegrindo a
imagem de Rodrigues. Parece que quem ofende grandões, paga… Mesmo só
nove anos depois.
Nascimento
na Band
E por falar em Bandeirantes, a emissora contratou talentos para estrear a nova fase do
Jornal da Band, entre eles o renomado âncora Carlos Nascimento e o comentarista Joelmir Beting. As novas contratações prometem, além da informação, a análise e interpretação dos fatos, que, na opinião de Nascimento, o público atual exige. O novo âncora da Band acrescenta ter encontrado na
rede infra-estrutura e autonomia necessárias para desenvolver este tipo de formato, o que não lhe era permitido na Globo. A temática do jornal é “tudo o que afeta diretamente o cidadão brasileiro”.
Toque
cor-de-rosa
A
Comissão das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura
(Unesco) sugeriu que no dia 8 de março as agências de notícias dos 190
Estados-membros cedessem a responsabilidade editorial a uma jornalista,
como comemoração do Dia Internacional da Mulher. Nesse mesmo dia, a
Federação Internacional de Jornalistas pediu aos meios de
comunicação mais presença feminina nos órgãos de direção. O
diretor-geral da Unesco afirmou haver ainda uma discriminação, tanto nos
salários como na prática de um “jornalismo sexista e
sensacionalista”. Segundo os dados do Ministério do Trabalho
brasileiro, 48,9% dos jornalistas do País são mulheres e, em São Paulo, a
porcentagem sobe para 50,9%. Mesmo com o aparente equilíbrio, são os
homens que na realidade mantêm os cargos de chefia. Falta um toque
cor-de-rosa no azul do jornalismo brasileiro.
Esforço
recompensado
Para o
orgulho nacional e, principalmente, da Região Norte e Nordeste do País, a Tribuna
da
Bahia ganhou o prêmio “The Best of Newspaper Design”,
considerado o Oscar do design gráfico mundial. Na sua 25.ª edição,
escolhido entre 384 jornais de todo o mundo e de 13 mil trabalhos, é
primeira vez que este prêmio foi concedido a um jornal daquela região. O
crédito vai para o designer gráfico Douglas Okasaki, ex-O
Globo e ex-Folha de S. Paulo, que teve a oportunidade de redesenhar o jornal,
com o intuito de tornar mais leve, valorizar mais as imagens e os espaços
em branco. Que o objetivo do jornal, o foco na Bahia e nos seus
interesses, seja uma realidade tanto quanto os seus prêmios.

Novo
presidente para arrumar a casa
A
BBC terá que escolher o seu novo presidente, dentre 79 candidatos, para
substituir Gavyn Davies. O ex-presidente abdicou do cargo quando
o juiz Brian
Hutton declarou “infundada” a matéria do seu veículo que acusava o
governo de Tony Blair de exagerar os relatórios do Iraque para justificar
a guerra. Para o escolhido, o salário será de 117 mil e quatrocentos
euros ao ano, por quatro dias de trabalho por semana. Em abril saberemos
quem será o sortudo… ou o coitado.
Jornalista
americana acusada de ajudar o inimigo
Detida
na quinta-feira passada (11/3), a ex-jornalista Susan Lindauer, 41, foi
acusada de facilitar informações à resistência iraquiana, no contexto
da guerra do Iraque. Segundo o relatório judicial, Lindauer recebeu ao
todo dez mil dólares dos serviços secretos iraquianos pelos serviços de
espiã. A acusada já tinha trabalhado como secretária de imprensa para
um membro do Comitê de Segurança do governo norte-americano, mas, segundo o seu
superior, ela não teria acesso a informações confidenciais. Ao que
consta, Susan foi descoberta ao participar de encontros com um agente do
FBI disfarçado de agente do serviço de inteligência líbio. Mais uma
prova de que existe tudo nos Estados Unidos, até exceções ao ardente
patriotismo.
Vestir
ou não vestir, eis a questão
Segundo
Regina Martelli, consultora de moda e responsável pelos figurinos da TV
Globo, o vestuário dos jornalistas é de extrema importância, capaz de
passar mensagens e até de abrir portas. O que se deve vestir então? Para
os profissionais da TV, Regina recomenda que o visual represente a empresa
para a qual trabalham e não chame a atenção para si mesmos. O
coordenador de figurino da Rede Record, Thidy Alvis, acrescenta que no
espaço em que trabalha o profissional deve ditar o que ele usa e o
conforto é essencial. O que é mais importante: o visual ou o conforto?
Espero que a escolha ainda seja pessoal.

Quando
a investigação não
compensa
O
relatório sobre Liberdade de Imprensa 2003, do Instituto Internacional de
Imprensa, veiculado semana passada em Viena, revelou que “o Brasil
continua a ser um dos mais perigosos países na América para o exercício
do jornalismo”. No ano passado, morreram quatro jornalistas no Brasil.
Desses assassinatos, um sabe-se ser devido à profissão da vítima, já
que os assassinos confessaram terem sido fotografados pelo jornalista num
ato criminoso. Outros dois não se tem a certeza, mas os órgãos para os
quais trabalhavam, combatiam o crime organizado e a corrupção. Já o
quarto foi resultado de um assalto ao próprio órgão do qual a vítima
era diretor. O crime não compensa, mas pelo visto, investigá-lo também
não, principalmente no Brasil.
*
por Marisa Ferreira

criação: lisandro staut |
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