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"berço" da agitação
Cíntia Sandri
Nos últimos dias, o assunto guerra está presente nos veículos de comunicação e, claro, nas páginas dos principais jornais sensacionalistas do mundo. Os tablóides norte-americanos, impressos no "berço" de toda a agitação, não ficam de fora. Cada um com seu jeito de abordar o assunto e a reação das pessoas nas ruas.
Diariamente são colocadas notícias sobre possíveis atentados terroristas e qualquer movimentação extra é motivo de um certo pânico. Os tablóides tentam mostrar os comentários e pronunciamentos do presidente George W. Bush e Saddam Hussein. Na edição de 25 de fevereiro do jornal
Daily News, a reportagem de capa mostra Hussein desafiando Bush para um debate com a seguinte frase: "Vamos colocar cabeça com cabeça num debate ao vivo sobre a guerra".
Na mesma edição, o tablóide fez também uma comparação entre os dois líderes; um como líder americano do petróleo e outro líder iraquiano do petróleo, já que esse é um dos motivos da guerra. Nas páginas seguintes, Bush declara que a força aérea americana tem sinal verde para matar o líder iraquiano.
Toda semana surge uma nova ótica para se falar sobre o assunto, que rende milhões aos mais sensacionalistas. A edição de 3 de fevereiro da revista
Time - não que a revista seja sensacionalista, longe de mim supor
tal coisa! - apresentou uma reportagem sobre os líderes dos países europeus e o que eles pensam e dizem sobre o assunto. O presidente da França Jacques Chirac e o alemão Gerhard Schroder
acham que Bush
se apressa demais para a guerra. O artigo de quatro páginas termina com a seguinte frase: "O modo de ganhar a aceitação internacional é vencer. Isso é diplomacia: vencendo".
Equilíbrio
Com a saturação de alguns assuntos, é preciso buscar novas de fontes de inspiração e equilíbrio. A revista do
New York Times do dia 2 de março mostrou uma entrevista com um
conguense, falando sobre a discriminação entre brancos e a minoria. E contou tudo o que eles passaram no Congo, o filho da guerra, como os próprios habitantes o chamam.
A reportagem contou como os moradores do Congo vivem em tempo de guerra, quando até para orar eles tinha que sair de suas casas. E como a situação de temor os deixou diante dessa constante ameaça.
A recente declaração de Bush, transmitida pela CNN no dia 18 de março,
pressionou Saddam a deixar o Iraque em 48 horas. Bush ainda ressalta que a guerra vai começar na hora em que os Estados Unidos
escolherem - pois é, começou!
Logo no início, a matéria mostrou o temor dos oficiais americanos, anunciando que o nível de terrorismo no país é de elevado a altíssimo, mas que eles irão fazer um plano para a segurança nacional. E
mostrou ainda o primeiro-ministro japonês declarando apoio aos
norte-americanos pela importância da aliança internacional Japão-Estados Unidos.
No meio de todo terror causado pela guerra podemos observar veículos que conseguem explorar bem o assunto, como a revista do
New York Times usando diferentes pontos de vista e linhas de pensamento para expor os acontecimentos e enfeitar a realidade - afinal, nem tudo é pura realidade.


criação: lisandro staut |
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