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Explicações da ciência

Darley Melo

De onde veio aquela dor de cabeça? Por que existem pessoas sonâmbulas? O que causa o mau-hálito? Por que a rua X recebeu este nome?

Você já deve ter feito a si mesmo perguntas desse gênero, indagações a respeito de diversos assuntos do cotidiano. Hoje, as revistas de divulgação científica procuram responder questões como essas. Mas como elas surgiram mesmo?

A primeira revista de divulgação científica foi fundada na França, em 1662. Antes disso, na Grécia Antiga, os cientistas utilizavam outras formas de comunicação, como academias, cartas e a linguagem oral. Hoje, além das revistas científicas especializadas, existem aquelas que buscam popularizar a ciência, tornando-a mais acessível.

As Organizações Globo abordam em diversos gêneros em seus veículos de comunicação, inclusive a ciência. A revista Galileu, que completa em agosto deste ano seu quinto aniversário, é a responsável por difundir a ciência de maneira mais agradável. Com seus 150 mil exemplares distribuídos mensalmente, o magazine é alvo de leitores interessados por ciência, com destaque para os estudantes.

Lançada em agosto de 1991, antes conhecida como Globo Ciência, a revista seguia uma linha mais científica que a atual, tendo Antônio Carlos de Godoy como diretor editorial e Luiz Fruet como diretor de redação. O magazine passou a se chamar Galileu em setembro de 1998, por estratégia de marketing.

Contudo, sua diretoria só foi modificada dois anos depois; Marta França ocupou a diretoria de redação e Maurício Tuffani a assessoria editorial. Em 2002, Maurício Tuffani assumiu o cargo de editor-chefe.

Nestes quase cinco anos de nova roupagem, as edições de Galileu abrangeram diversos assuntos, como os de interesse cotidiano, situações sociais e assuntos polêmicos, como religião e clonagem humana.

Concorrente

Galileu não é única no mercado; compete com a Superinteressante, da Editora Abril. As duas visam o mesmo público, as duas têm sucesso compatível, as duas publicam assuntos notáveis e atuais, as duas... Apesar da aparente igualdade, existem ainda diferenças que só percebe quem procura a informação desejada. Atenção para as sutis diferenças.

Setembro/00, Galileu, "Drogas - Fatos e fantasias"; janeiro/02, Super, "Drogas". Outubro/01, Galileu "Um passo da clonagem humana"; fevereiro/03, Galileu, "Clonar gente para quê?"; março/98, Super, "Clone de gente".

Tanto no assunto drogas quanto clonagem, a Galileu dedica mais páginas para explanação do assunto, mais ilustrações e mais embasamento científico. Há também mais profundidade e declarações de institutos e profissionais da área, implicações políticas e econômicas, porém, mais parcialidade. Já na Super, predomina o texto dissertativo, mais imparcial, com menos declarações de profissionais.

Sucesso entre estudantes

Mesmo que o assunto não seja ligado diretamente à ciência, a Galileu procura abordar temas diversos e se esforça em prender a atenção de seu leitor. A revista até lançou concursos entre estudantes, como a edição de capa de junho/99, "Prêmio Jovem cientista do futuro" com linguagem simples e atraente.

Outra prova do uso por estudantes, estimulando o senso crítico e a procura de conhecimento sobre ciência, é a declaração na sessão Correio (11/02). Alunos da sexta série da Escola Frei Edgar Loers (Vargem bonita, Santa Catarina) enviaram cartas à redação da revista sobre um debate em classe resultante da reportagem "Florestas que salvam o clima", publicada em edição anterior.

Outra matéria muito apreciada foi a de outubro/01, intitulada "Os perigos do joelho". A reportagem narrava a busca incessante de famosos do futebol e dançarinas pela cura de problemas relacionados com o joelho. 

Galileu também tem dedicado muitas de suas capas, enquetes e sessões em assuntos religiosos, como "Deus, precisamos dele?" (7/02), "Visões do apocalipse" (8/02) e "Guerra cosmológica" (2/03) (
leia mais).

Com certeza, a Galileu reporta dados que não foram comprovados; ao fazer isso, busca chamar a atenção de seus leitores de forma irresponsável. Mesmo assim, isso não é desculpa para deixá-la de lado. O leitor consciente deve analisar tudo e reter somente o for bom.

                                       


criação: lisandro staut