editorial | debate | imprensa | mídia
 cultura | perfil | nostalgia | opinião
  cotidiano | leitor | e-mail | expediente
anteriores
| próximas edições
| inicial

De pequena revista a grande negócio

Daniel Liidtke

Quem acompanhou a trajetória da revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios, desde sua fundação, percebeu claramente o crescimento. Ao longo de 14 anos de existência, ela provou em sua própria história como é possível, mesmo a partir de pequenos empreendimentos, fazer algo grandioso, de destaque. 

A primeira edição de Pegn chegou às bancas do País em dezembro de 1988, como resultado do sucesso do programa de mesmo nome, realizado na Rede Globo (que existe até hoje). Inicialmente produzido pela editora Prosucesso, logo passou ao domínio da Editora Globo, sobre o qual permanece. Seus primeiros números esgotaram-se rapidamente, mostrando a rápida aceitação do periódico.

"Seja seu próprio patrão", estampou Pegn em seu primeiro fascículo. Realmente foi essa a filosofia da revista, que permaneceu até hoje. Dedicada desde a classe A até a C, Pegn apresenta textos diversificados sobre diversos ramos e tendências econômicas do momento. Traz desde matérias sobre empresas especializadas em helicópteros compartilhados - espécie de aeronave coletiva - (3/03) até bijuterias feitas com sementes (2/03). Esse é o seu diferencial: abrangência.

Trata-se de uma das revistas financeiras mais ricas do Brasil. Diferencia-se de suas principais concorrentes - Exame e IstoÉ Dinheiro - por esta abordagem exclusiva que busca atingir desde empresários da alta classe até pessoas que não têm idéia de emprego - embora saliente-se seu direcionamento em especial às pequenas e médias empresas.

Metamorfose

Para chegar à qualidade de hoje, a Pegn passou por várias mudanças - só o logotipo mudou quatro vezes. Reformas gráficas, troca de diretores, dinamização de textos e tabelas foram algumas das medidas para a metamorfose da revista.

Gabriel Trajan Neto foi o primeiro diretor de redação da Pegn. Logo depois da virada da década, Antônio Carlos de Godoy assumiu, juntamente com Manuela Rios como redatora-chefe. O progresso na qualidade do periódico foi se tornando visível. O layout começou a "evoluir".

Já em 1998, Manuela Rios assentou-se sobre a poltrona da diretoria de redação, onde permaneceu até 2002. Ainda em 2000, todo o estilo gráfico que havia sido mantido padronizado desde a década de 90 é mudado - textos ficam mais elaborados e a diagramação mais leve e criativa.

Em maio de 2002, assume Amauri Mello e, em 2003, André Jalonetsky, que permanece como diretor de redação da Pegn até o momento. Sob esta última alteração de diretoria, novas modificações.

Com circulação nacional, atualmente a Pegn mantêm tiragem de aproximadamente 150 mil exemplares. Perde para a quinzenal Exame (249 mil), mas ultrapassa a semanal IstoÉ Dinheiro (96 mil).

Sem dúvida, esse é um periódico de grande valia para empresas e profissionais brasileiros. A edição de aniversário de janeiro de 2003, por exemplo, traz depoimentos de empreendedores que começaram tímidos, mas graças às dicas da revista, hoje são profissionais de sucesso.

Dentre os casos, a matéria trouxe o de Eduardo Vargas, que descobriu na Pegn um novo ramo de trabalho: recarga de cartuchos de impressora. Por meio da Pegn enveredou por um trabalho inovador na época e hoje possui uma empresa de grande destaque em Florianópolis.

Em 14 anos de história, os avanços de Pegn foram grandes - e com certeza continuarão. Realmente pode-se concluir que ela seguiu seus próprios conselhos. De uma pequena revista ela transformou-se num grande negócio.

                                       


criação: lisandro staut