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Verdades
ou falsas verdades
Carolina Riguengo
Quando se fala em jornalismo o que parte das pessoas, é uma visão "ilusória" de que todos os veículos de comunicação cobrem as notícias de maneira não partidária, o que não passa de uma grande ilusão. Tudo o que é ensinado aos jornalistas durante a faculdade, no que diz respeito a sua fiel imparcialidade, na hora da prática "cai por terra". Principalmente, porque cada um quer ressaltar aquilo que mais lhe interessa.
A crença de que o emissor consegue não ser tendencioso, não passa de uma utopia. Conseqüentemente, várias mudanças aconteceram no jornalismo. Tudo
isso porque a comunicação se tornou um poder de manipulação, de formação de opiniões e não mais um órgão que
relata os acontecimentos.
O fato é que, realmente, não tem como não enviesar os acontecimentos. Não somente pelas mãos dos editores, mas também pelas mãos dos próprios jornalistas. Eles são os observadores, eles estão presentes enquanto as coisas
acontecem. Com isso, pode-se afirmar que o partidarismo começa por aquele que relatou os fatos.
É claro que cada um tem uma opinião formada a respeito de determinados assuntos,
logo sempre vai haver a transmissão de uma ideologia. Sempre o emissor vai enfatizar aquilo que acha mais pertinente ou até mais interessante para o público.
Um exemplo de viés foi a Guerra Fria. Os Estados Unidos controlavam todas as informações das agências de notícias, divulgando somente o que era interessante para eles - tanto que
tentaram omitir a derrota estadunidense no Vietnã. Com a Guerra do Iraque também não foi diferente, pois todas as informações
são transmitidas de maneira muito cuidadosa para que nada comprometa o poder "magnânimo" dos Estados Unidos.
Outro fato a ser considerado é que, com a globalização, todos querem ser os primeiros a dar as notícias - e quem não quer dar um furo de reportagem? Porém, muitas vezes acabam pecando por não priorizar a qualidade e
a imparcialidade.
É por essas e outras razões que o viés pode ser interpretado como um
paradoxo. É verdade que o papel do jornal é trazer ao receptor a pura verdade, mas é impossível por questões ideológicas do emissor e da linha editorial.
Uma remota solução para tudo isso é que o interesse dos jornalistas pelo conhecimento
bem-ampliado e a mente aberta para diferentes informações aumente. Resgatar um verdadeiro espírito de detetive que desvende todos os fatos e revele
à população informações fidedignas da realidade, tanto para o bem de uma comunidade quanto para o bem de toda a humanidade.


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