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Agora é que são elas

Edilene Caciano e Fábio Borba

Se em pleno século XXI um homem ousar afirmar que "lugar de mulher é na cozinha", ele está atrasado no tempo. Cada vez mais a mulher recebe reconhecimento pelo seu esforço e espaço nas diversas áreas que atua. O monopólio que o homem exercia no mercado de trabalho está cada vez mais obsoleto.

Os meios de comunicação muitas vezes taxam a mulher de uma maneira contrária ao que ela realmente é. Usam e abusam da sensualidade sem levar em conta outros valores existentes. Pensando nisso, Danielson Roaly, Dalvina Nascimento, Dina Karla Miranda e Ruth Pimentel apresentaram como Projeto Experimental em Jornalismo a revista Ser Mulher.

Voltada para um público feminino cristão, a revista foi criada com o intuito de aproximar a mídia da mulher cristã levantando assuntos de seu interesse com princípios religiosos. Roaly confere à ausência de um veículo para esse público o principal objetivo do projeto. "Por isso pensamos em um veículo voltado para elas", afirma Roaly.

De acordo com o orientador do grupo, o professor Ruben Holdorf, a revista é um diferencial no mercado. "Um projeto inédito que entra para a história do Unasp, a revista ressalta aspectos nobres da mulher na faixa dos trinta anos. Um aspecto que a mídia em geral não aborda", conclui.

A preocupação com o trabalho foi excepcional, e a forma como foi realizado também. O grupo, formado por três mulheres e um homem, pôde mostrar como a integração é importante. Além do que, executar um projeto de forma integral como este, desde o planejamento até a impressão, pode ser bem complicado. Dalvina Nascimento afirma seu gosto por este tipo de trabalho. "Gosto de trabalhar com revistas. Vi que não é fácil transformar planos em algo real. Mas comprovei que não é impossível. Requer muita disciplina, dedicação, tolerância no convívio em grupo, busca de conhecimento e principalmente acreditar no projeto", desabafa.

A diagramação da revista foi bem dinâmica e descrevia de forma bem simples os gostos e interesses do público. O projeto apresentado tinha reportagens sobre moda, alimentação, saúde. Mas o seu diferencial foi mesmo essa demonstração pelo viés cristão.

Roaly ainda explicou que o "Prex foi muito trabalhoso, exigiu muito tempo extra para que os trabalhos fossem realizados no prazo". Como todo jornalista preza pelo deadline, a proposta do grupo teve que se adequar perfeitamente ao tempo. É um trabalho acadêmico, mas também profissional, já que o grupo pretende enviar o projeto da revista para algumas editoras cristãs.

O grupo conseguiu em onze minutos mostrar à banca e ao público presente os objetivos da revista ressaltando a carência do mercado em ter uma revista feminina que exalte e valorize a mulher. Uma "apresentação com qualidade", foram as palavras que resumiram o trabalho, ditas pelo professor Amarildo Augusto.