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Scientific American

Lísye Rizziolli 

Há algum tempo, a revista chamada Scientific American cumpre a tarefa de ligar a ciência e o homem. É um meio pelo qual ambos se relacionam e se entendem. Isso ocorre desde 28 de abril de 1845 - data de sua primeira edição - quando a tecnologia ainda não tinha uma forma tão concreta como hoje, e as invenções se moldavam de acordo com as mentes brilhantes.

Observando uma breve cronologia histórica, pode-se notar que a revista cobriu fielmente todas as épocas em que atravessou. Até a revolução industrial dos Estados Unidos foi demarcada com as mais de cem mil invenções, fielmente publicadas na Scientific American

Fatos importantes e inusitados, como o telefone de Graham Bell e a lâmpada incandescente de Thomas Edison, em 1876 e 1879, já faziam uma grande diferença numa revista incomum. Assuntos que mudaram a tecnologia mundial, como a descoberta do nêutron (1932); fibras ópticas, laser e computadores supercondutores (1960 e 1961); a importância dos serviços baseados em telecomunicação à distância; o genoma humano e muito mais.

O time que apareceu na Scientific foi composto por "eternos" reis da ciência como Henry Ford, os Irmãos Wright, com seus experimentos aéreos, Francis Crick e James Watson, os pais da genética, entre vários outros.

O perfil da revista é "caracterizada desde o início por sua preocupação em destacar ciência, tecnologia e aplicação como áreas de importância estratégica na definição do futuro", conforme informa o editorial da Scientific American. E "isso fez com que a revista reconhecesse a importância de idéias, iniciativas e desenvolvimentos meses ou anos antes de outras publicações avaliarem devidamente seus potenciais. Essa é a razão também para explicar que, nestes 157 anos de existência, perto de uma centena de ganhadores do Prêmio Nobel tenham escrito artigos exclusivos para a revista".

A edição brasileira do periódico é mensal e o conteúdo da revista está dividido em 70% de material estrangeiro e 30% de material nacional, que é produzido pela equipe de jornalistas e colaboradores. Além do site que também dá várias informações relevantes.

O público da Scientific American Brasil é bem exigente. Visa a tecnologia e a atualidade como o principal. Normalmente, os que mais lêem o periódico são cientistas, pesquisadores e estudantes nas áreas de Astrologia, Física, Biologia, Matemática, Geologia, etc. E os assuntos vão do estado da arte em cosmologia à pesquisa de ponta em medicina.

O elo entre o ser humano e a maior arte, a ciência, forma-se num meio de comunicação não-restrito.